O som do Olodum com sotaque santista
Formada na oficina de percussão do Instituto Arte no Dique, a Banda Querô já realizou mais de trinta apresentações desde 2003, quando foi formada, levando o samba-reggae do Olodum por toda a Baixada Santista. A banda tem 72 integrantes, todos moradores da Vila Gilda, bairro da periferia de Santos, na divisa com São Vicente, em que boa parte das moradias é construída em palafitas sobre o mangue. O grupo é formado por pessoas de 6 a 48 anos.
A Banda Querô já passou a fazer parte do cenário musical da cidade, tendo se apresentado em casas noturnas, festas de réveillon, datas religiosas e em espaços como o Música na XV, em que grupos se apresentam no Centro Histórico de Santos. O grupo já levou o sambareggae também para São Paulo, que teve a chance de conferir as versões em samba-reggae de músicas de Gonzaguinha, feitas especialmente para o espetáculo Sem perder a ternura jamais, um musical produzido pelo Arte no Dique.
Para manter o ritmo e a harmonia da percussão, a banda ensaia diariamente, em três grupos: a oficina de percussão; o grupo de crianças de até 12 anos e os que ganham bolsa do Consórcio da Juventude, estrutura do Programa do Primeiro Emprego do Ministério do Trabalho. O instrutor é Ubiratan de Jesus dos Santos, formado nas escolas de percussão do Olodum, de Salvador: "Depois de dois anos, já começamos a desenvolver nosso próprio som. Descobrimos talentos para os vocais da banda e para serem mestres de percussão". As vozes do Querô são formadas pelos jovens Yasmin, Guinho e Jackson, enquanto os adolescentes Mosquito e Márcia comandam a variação de ritmos do tambor que vem garantindo o público da banda.
O nome Querô é uma homenagem ao personagem principal de Querô, uma reportagem maldita, do dramaturgo santista Plínio Marcos. No romance, Querô é um adolescente da área portuária da cidade que sobrevive de pequenos crimes.
O coordenador cultural do projeto, José Virgílio Leal de Figueiredo, avalia que a Banda Querô representa o objetivo do Arte no Dique de preparar talentos para a arte, a cultura e o entretenimento. "Nem todos serão artistas, mas existe uma série de atividades relacionadas a produção cultural, maquiagem, cenários, iluminação, produção de espetáculos, que podem oferecer atividade para as pessoas".
José Virgílio Leal de Figueiredo anuncia que 2006 será o ano da profissionalização da Banda Querô: "Já temos repertório, experiência e um som que mexe com as pessoas, não importa onde a banda toque. Chegou a hora de dar mais um passo nessa caminhada".
Alessandro Atanes
de Santos (SP)
A Banda Querô já passou a fazer parte do cenário musical da cidade, tendo se apresentado em casas noturnas, festas de réveillon, datas religiosas e em espaços como o Música na XV, em que grupos se apresentam no Centro Histórico de Santos. O grupo já levou o sambareggae também para São Paulo, que teve a chance de conferir as versões em samba-reggae de músicas de Gonzaguinha, feitas especialmente para o espetáculo Sem perder a ternura jamais, um musical produzido pelo Arte no Dique.
Para manter o ritmo e a harmonia da percussão, a banda ensaia diariamente, em três grupos: a oficina de percussão; o grupo de crianças de até 12 anos e os que ganham bolsa do Consórcio da Juventude, estrutura do Programa do Primeiro Emprego do Ministério do Trabalho. O instrutor é Ubiratan de Jesus dos Santos, formado nas escolas de percussão do Olodum, de Salvador: "Depois de dois anos, já começamos a desenvolver nosso próprio som. Descobrimos talentos para os vocais da banda e para serem mestres de percussão". As vozes do Querô são formadas pelos jovens Yasmin, Guinho e Jackson, enquanto os adolescentes Mosquito e Márcia comandam a variação de ritmos do tambor que vem garantindo o público da banda.
O nome Querô é uma homenagem ao personagem principal de Querô, uma reportagem maldita, do dramaturgo santista Plínio Marcos. No romance, Querô é um adolescente da área portuária da cidade que sobrevive de pequenos crimes.
O coordenador cultural do projeto, José Virgílio Leal de Figueiredo, avalia que a Banda Querô representa o objetivo do Arte no Dique de preparar talentos para a arte, a cultura e o entretenimento. "Nem todos serão artistas, mas existe uma série de atividades relacionadas a produção cultural, maquiagem, cenários, iluminação, produção de espetáculos, que podem oferecer atividade para as pessoas".
José Virgílio Leal de Figueiredo anuncia que 2006 será o ano da profissionalização da Banda Querô: "Já temos repertório, experiência e um som que mexe com as pessoas, não importa onde a banda toque. Chegou a hora de dar mais um passo nessa caminhada".
Alessandro Atanes
de Santos (SP)















