TUCANATO: Serra, esqueçam o que assinei
Igor Ojeda
da Redação
“Eu, José Serra, comprometome, se eleito prefeito do município de São Paulo no pleito de outubro de 2004, a cumprir os quatro anos de mandato na íntegra, sem renunciar à prefeitura para me candidatar a nenhum outro cargo eletivo”. A promessa foi feita, por escrito, em 14 de setembro do mesmo ano, durante sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo. Posteriormente, o tucano assinou um registro no cartório de mesmo teor.
Mas, apenas um ano e três meses depois de tomar posse, no dia 31 de março, o signatário de tal documento de compromisso renunciou, deixando a prefeitura a cargo do PFL do vice-prefeito Gilberto Kassab para se candidatar ao governo do Estado de São Paulo. “Ele abandonou a cidade, descumprindo a palavra e deixando o município numa situação delicada, com crise no transporte, problemas na saúde que não conseguiu resolver”, diz o vereador Paulo Fiorilo, presidente do PT municipal.
Para ele, o outro problema advindo da renúncia de José Serra é o fato da administração da maior cidade do Brasil cair nas mãos de Kassab, político quase desconhecido, que não foi eleito e que passou pela gestão de Celso Pitta - ex-pupilo de Paulo Maluf e prefeito da cidade entre 1997 e 2000. “Nossa avaliação é que, infelizmente, o Serra e o PSDB traíram a cidade”, afirma.
Integrante da tropa de choque de Maluf na Câmara Municipal quando este ocupou a prefeitura (entre 1993 e 1996), Kassab - afilhado político do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) - já enfrentou diversas acusações, entre elas a de enriquecimento ilícito, baseada no crescimento de 316% de seu patrimônio entre 1994 e 1998, período em que foi deputado estadual e secretário de Planejamento de Pitta. Além disso, Fiorilo lembra que o único projeto que o novo prefeito aprovou como deputado foi o de um conselho de telecomunicações que não existe mais. “Então é uma fi gura, do ponto de vista administrativo, com pouca ou nenhuma experiência, exceto essa do governo Pitta”.
Agora, o PFL, além de assumir a Prefeitura de São Paulo, comanda também - com Cláudio Lembo - o Estado paulista, depois da renúncia do ex-governador Geraldo Alckmin para se candidatar à Presidência da República.
DÍVIDA
Segundo Fiorilo, enquanto esteve no cargo, José Serra utilizou-se de um discurso “extremamente neoliberal”, ao dizer, entre outras coisas, que não havia recursos e que teria que renegociar a dívida. “No final de 2005, a prefeitura teve um superávit de mais de R$ 440 milhões, mas ele não investiu na cidade o que deveria investir”. Para o vereador petista, o ex-prefeito usou São Paulo como trampolim eleitoral. “A intenção sempre foi essa. Desde o início, nunca gostou de administrar a cidade”.
Forilo entrará com representação no Ministério Público Eleitoral questionando a realização, por parte de Serra, de ato partidário para declarar sua renúncia em imóvel pertencente à administração indireta da prefeitura municipal (Anhembi). A ação teria infringido o artigo 73 da Lei 9.504/97.
da Redação
“Eu, José Serra, comprometome, se eleito prefeito do município de São Paulo no pleito de outubro de 2004, a cumprir os quatro anos de mandato na íntegra, sem renunciar à prefeitura para me candidatar a nenhum outro cargo eletivo”. A promessa foi feita, por escrito, em 14 de setembro do mesmo ano, durante sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo. Posteriormente, o tucano assinou um registro no cartório de mesmo teor.
Mas, apenas um ano e três meses depois de tomar posse, no dia 31 de março, o signatário de tal documento de compromisso renunciou, deixando a prefeitura a cargo do PFL do vice-prefeito Gilberto Kassab para se candidatar ao governo do Estado de São Paulo. “Ele abandonou a cidade, descumprindo a palavra e deixando o município numa situação delicada, com crise no transporte, problemas na saúde que não conseguiu resolver”, diz o vereador Paulo Fiorilo, presidente do PT municipal.
Para ele, o outro problema advindo da renúncia de José Serra é o fato da administração da maior cidade do Brasil cair nas mãos de Kassab, político quase desconhecido, que não foi eleito e que passou pela gestão de Celso Pitta - ex-pupilo de Paulo Maluf e prefeito da cidade entre 1997 e 2000. “Nossa avaliação é que, infelizmente, o Serra e o PSDB traíram a cidade”, afirma.
Integrante da tropa de choque de Maluf na Câmara Municipal quando este ocupou a prefeitura (entre 1993 e 1996), Kassab - afilhado político do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) - já enfrentou diversas acusações, entre elas a de enriquecimento ilícito, baseada no crescimento de 316% de seu patrimônio entre 1994 e 1998, período em que foi deputado estadual e secretário de Planejamento de Pitta. Além disso, Fiorilo lembra que o único projeto que o novo prefeito aprovou como deputado foi o de um conselho de telecomunicações que não existe mais. “Então é uma fi gura, do ponto de vista administrativo, com pouca ou nenhuma experiência, exceto essa do governo Pitta”.
Agora, o PFL, além de assumir a Prefeitura de São Paulo, comanda também - com Cláudio Lembo - o Estado paulista, depois da renúncia do ex-governador Geraldo Alckmin para se candidatar à Presidência da República.
DÍVIDA
Segundo Fiorilo, enquanto esteve no cargo, José Serra utilizou-se de um discurso “extremamente neoliberal”, ao dizer, entre outras coisas, que não havia recursos e que teria que renegociar a dívida. “No final de 2005, a prefeitura teve um superávit de mais de R$ 440 milhões, mas ele não investiu na cidade o que deveria investir”. Para o vereador petista, o ex-prefeito usou São Paulo como trampolim eleitoral. “A intenção sempre foi essa. Desde o início, nunca gostou de administrar a cidade”.
Forilo entrará com representação no Ministério Público Eleitoral questionando a realização, por parte de Serra, de ato partidário para declarar sua renúncia em imóvel pertencente à administração indireta da prefeitura municipal (Anhembi). A ação teria infringido o artigo 73 da Lei 9.504/97.















