BOLÍVIA: Tarija ameaça declarar-se autônoma
Para vice-presidente Álvaro García Linera, medida seria considerada ilegal
Rosa Rojas
de La Paz
O Comitê Cívico de Tarija – no Sul da Bolívia – anunciou que se a Assembléia Constituinte não incluir na nova Constituição a autonomia dos Estados vai fazer o mesmo por conta própria, com a eleição imediata de autoridades. O vice-presidente Álvaro García Linera respondeu que esse ato “seria ilegal” e que a Constituinte “está pavimentando o caminho” para a dita autonomia. O vice-ministro de Governo e Polícia, Rubén Gamarra, classificou a posição dos cívicos tarijenhos de traição à pátria.
Enquanto isso, na chamada Cúpula Social, mais de 10 mil indígenas e camponeses e integrantes de outros movimentos sociais do país marcharam em 27 de julho em Sucre e realizaram um ato em defesa da Assembléia Constituinte, quando exigiram a aprovação do texto da nova Constituição em 6 de agosto.
O vice-presidente do Comitê Cívico pró-Santa Cruz, Luis Núñez, comentou, por sua vez, que os tarijenhos, como os crucenhos, têm direito de declarar sua autonomia, adquirido em um referendo, e apontou: “Deixamos muito claro que se a Constituinte não incluir o tema, convocaremos novamente um referendo para que diga que somos autônomos”. (La Jornada - www.jornada.unam.mx)















