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INTEGRAÇÃO: Encontro na Venezuela discute a integração da América Latina

by peruano last modified 2007-08-21 23:09

Intelectuais, personalidades e lutadores sociais de 26 países debatem o Novo Contrato Social para o fortalecimento da alternativa bolivariana para as Américas

Intelectuais, personalidades e lutadores sociais de 26 países debatem o Novo Contrato Social para o fortalecimento da alternativa bolivariana para as Américas


da Redação

O tema da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) foi o eixo principal dos debates da VI Cúpula Social pela União Latino-Americana e Caribenha, realizada entre 31 de julho e 4 agosto, em Caracas, Venezuela. Mais de 200 intelectuais, personalidades e lutadores sociais de 26 países expuseram as bases do denominado Novo Contrato Social para o fortalecimento da ALBA.
O ministro de Educação venezuelano, Adán Chávez, discorreu sobre a necessidade de uma verdadeira democracia que inclua todos para poder construir experiências como a colaboração entre Venezuela e Cuba, que está possibilitando a criação das bases para uma nova sociedade na qual o preponderante é a justiça social. Segundo o ministro, a Alba abre as portas para a concretização de novas propostas de integração na educação para as nações da América Latina. Chávez afirmou que graças ao convênio firmado entre Cuba e Venezuela, mais de 1,5 milhão de venezuelanos aprenderam a ler e a escrever em menos de um ano por meio do método “Yo sí puedo”.
De acordo com Chávez, quatro mil venezuelanos estudam Medicina Integral Comunitária em Cuba. Além disso, 28 mil venezuelanos iniciaram a carreira de Medicina Integral Comunitária no país. Entre Venezuela e Cuba, desenvolvem-se 17 projetos referentes à formação docente, à revisão e elaboração de textos.
O deputado Braulio Álvarez, integrante da Comissão Permanente de Desenvolvimento Econômico da Assembléia Nacional, disse que a República Bolivariana da Venezuela obteve bons resultados na luta nacional contra o latifúndio, permitindo o resgate de mais de dois milhões de hectares que se encontravam improdutivos. O deputado acrescentou que a cúpula é fundamental para a realização de contribuições para construir um novo modelo social. Para o historiador e politólogo belga, Eric Toussaint, o sistema capitalista é o responsável pela enorme desigualdade da distribuição da riqueza nos países da América Latina. Toussaint disse que há de se revisar o conceito de propriedade privada e ver o capital como relação social para que exista uma justa distribuição de riqueza. Uma das propostas fundamentais para o historiador é a abolição da propriedade provada dos grandes meios de produção.
Já o economista Jorge Marchini assegurou que a criação do Banco do Sul é urgente. Segundo Marchini, o aumento dos preços nos produtos de exportação e a melhora das condições financeiras delineiam um horizonte novo muito promissor. Portanto, deve-se estimular a unificação dos povos do Sul. Amanhã (4), no encerramento será feita a leitura da declaração derivada do encontro. (Adital - www.adital.org.br)

Quanto
4 mil
venezuelanos estudam medicina em Cuba


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