Governo não aceitou a liberação das catracas
Sindicato dos Metroviários propôs que os usuários obtivessem acesso gratuito às estações; governo optou pelo improviso
Renato Godoy de Toledo
da Redação
A paralisação dos dias 2 e 3 de agosto foi a última alternativa encontrada pelos metroviários que chegaram a sugerir ao governo um sistema de funcionamento emergencial do transporte.
Em resposta à decisão da Tribunal Regional do Trabalho, que determinou o funcionamento de 85% dos trens no horário de pico e 60% nos demais horários, os metroviários propuseram ao Metrô e ao governo do Estado que os usuários obtivessem acesso gratuito às estações.
“Com 85% nos horários de pico, a população receberia um serviço precário, e por isso, achamos que ela não deveria pagar por esse serviço. Mas o governo zombou de nossa proposta. A verdade é que ele não admite perder receita e prefere prejudicar a população”, afirma Manuel Xavier, diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários.
Reivindicações
Mesmo findada a greve, os metroviários continuam exigindo a participação nos resultados (PR). A categoria reivindica PR com base em uma folha e meia de pagamento distribuída de forma igual para todos os funcionários – R$ 24 milhões ao todo e cerca de R$ 4.700 por funcionário, com uma antecipação imediata de R$ 1.800. O Metrô se dispôs a pagar uma folha de pagamento, mas de forma proporcional, o que privilegiaria os cargos de chefia. Segundo o sindicato, com a proposta do Metrô, os cargos de chefia (cerca de 500), receberiam por volta de R$ 8 mil, enquanto os outros 6.500 componentes da categoria receberiam R$ 2.700.
Denúncia
De acordo com Xavier, o movimento conseguiu atingir quase 100% da categoria e aqueles que não paralisaram são os que receberiam os maiores benefícios com a proposta do Metrô.
“Cerca de 500 trabalhadores, na maioria chefias e trabalhadores que foram ameaçados, operaram os trens no dia 2. Nós já denunciamos para a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), porque funcionários inabilitados estão operando os trens. Tem gente que não exerce a função há 10 anos e está colocando em risco os usuários e os outros funcionários, a mando da direção do Metrô”, denuncia Xavier.















