Punição só para trabalhadores; para empreiteiras, não
Mesmo após o acidente que matou sete pessoas em janeiro, empresas continuam executando obras para o governo de São Paulo
Renato Godoy de Toledo
da Redação
Se, por um lado, o governo age com truculência em relação ao movimento dos trabalhadores, de outro, mostra-se leniente com as empreiteiras que executam as obras da linha 4. Em janeiro, um desabamento na futura estação Pinheiros vitimou sete pessoas.
Os metroviários vinham denunciando o sistema de contrato turn key, em que as empresas controlam todas as etapas das obras. Com o turn key, os técnicos do Metrô foram alijados da construção. Na época, engenheiros das obras denunciaram que as empresas estavam economizando material.
“A atitude da Companhia do Metropolitano de São Paulo com as empreiteiras foi muito diferente (da dispensada aos grevistas). As empreiteiras continuam executando as obras, o contrato turn key continua e os fiscais do Metrô continuam fora das obras. O governo colocou peso na Assembléia Legislativa para que não se instaurasse uma CPI para apurar as denúncias”, avalia Manuel Xavier, do sindicato dos Metroviários.
Xavier ressalta que na ocasião do acidente o governo tentou qualificar o acidente como uma fatalidade, dizendo que a tragédia poderia acontecer em qualquer outra obra do mundo.















