CPMF coibia sonegação
Renato Godoy de Toledo
da Redação
Com o fim da CPMF, as transações financeiras deixarão de ser rastreadas, o que facilita a sonegação fiscal. Essa é uma constatação feita por todos os representantes da esquerda ouvidos pelo Brasil de Fato. O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) foi contra a CPMF, mas admite que ela coibia a sonegação e sugere uma outra forma de controle. “Acho que o governo pode fazer um novo tributo, como a CPMF, mas de valor simbólico de 0,01% só para fiscalizar as transações financeiras”, defende o deputado.
Altamiro Borges considera o fim da CPMF como um passo atrás no combate à lavagem de dinheiro e à sonegação empreendido pela Polícia Federal (PF). “Boa parte das ações da PF teve como estopim o controle sobre o cheque”, explica. O senador Paulo Paim (PTRS), ainda confiante no retorno da CPMF, acredita que, se o governo não conseguir restabelecer o tributo, “os sonegadores vão deitar e rolar”.















