fatos em foco
Hamilton Octavio de Souza
O governo dos Estados Unidos pressiona o Brasil
a aceitar a tese da “flexibilização das fronteiras”
dos países da América do Sul para facilitar o
suposto combate ao terrorismo. Isso justificaria
as ações bélicas da Colômbia no Equador e outras
que venham a ser realizadas onde quer que seja.
Por que os Estados Unidos não “flexibilizam” sua
fronteira com o México para uma ação humanitária
em defesa dos migrantes? Muitas mortes
seriam evitadas!
Faroeste brasileiro
Não é a primeira vez que o
presidente do Conselho Indigenista
Missionário e bispo
de Altamira, no Pará, dom
Erwin Krautler, é ameaçado
de morte por fazendeiros,
madeireiros e grileiros da
região norte. Só que agora
– segundo denúncia divulgada
por amigos do bispo
– existem informações sobre
a existência de um consórcio
milionário para assassiná-lo.
Cabe às autoridades impedir
mais esse crime anunciado!
Mais violência
Relato do jornalista André
Alves, de Manaus, sobre o
despejo de uma área ocupada
pelos índios sem-teto no
Amazonas no dia 11: “A PM
cercou os invasores. Houve
correria e choro. Mães com
crianças no colo gritavam.
Alguns poucos indígenas
chegaram a atirar flechas
contra os policiais, mas o
aparato da PM, com a ajuda
de cães e cavalos, era muito
superior”. Esse é o papel heróico
do Estado?
Informação plantada
Internautas do Rio de Janeiro
denunciaram a transnacional
de material esportivo
Nike por oferecer “futuras
parcerias” – leia-se, publicidade
paga –, para quem
incluir em seus sites e blogs
textos positivos sobre o jogador
de futebol Ronaldo Nazário,
seu garoto-propaganda.
Ao se defender, a empresa
alegou que a iniciativa era de
uma agência brasileira, sem a
sua autorização. Picaretagem
é apelido!
Reajuste congelado
A desmobilização dos professores
das escolas privadas
de São Paulo é tão grande
que as entidades patronais
não se deram ao trabalho
de responder, até o dia 15, a
proposta de reajuste salarial
encaminhada pela federação
e sindicatos da categoria.
Sem pressão e sem luta, o
reajuste deve ficar mesmo
entre os índices anuais de
inflação de 4,47%, do Dieese,
e de 5,43%, do IBGE. A database
é 1º de março.
Custo hidrelétrico
Documento divulgado pelo
Movimento dos Atingidos
por Barragens (MAB) lembra
que, desde a década de
1970, quando a construção
de hidrelétricas foi intensificada, mais de um milhão
de pessoas perderam suas
terras. Se as novas usinas
planejadas forem construídas,
até 2030 terão sido
despejadas mais 800 mil
famílias. É um custo social
alto demais para que não se
pense em alternativas com
menos impacto.
Comida importada
A mídia empresarial trata
com euforia a previsão de
que o agronegócio deve aumentar
a exportação de produtos
agrícolas em 27% neste
ano, especialmente de soja,
cana (etanol) e produtos
florestais (papel e celulose).
Mas dá pouco destaque ao
fato de que o Brasil precisará
gastar milhões de dólares na
importação de alimentos básicos
como o trigo e o arroz.
Isso comprova que a agricultura
familiar está abandonada
e perde espaço.
Renda desigual
Somente agora, no início
deste ano, é que a TV por assinatura
(paga) ultrapassou
a marca de 5 milhões de usuários
no Brasil. Há 15 anos,
em 2003, empresários e entusiastas
do modelo privado
previram que o país chegaria
aos 10 milhões de assinantes
antes do ano 2000. A previsão
não se realizou, porque o
poder aquisitivo do povo não
permitiu. A maioria não tem
acesso às novas tecnologias.
Acordo privatista
À pedido do governo
paulista (PSDB), o governo
federal (PT) renovou as concessões
da CESP – empresa
estatal geradora de energia
elétrica, que será privatizada
no dia 26. Todos irmanados
na liquidação do patrimônio
público!















