Doha não combateria a desigualdade
Eduardo Sales de Lima
da Redação
Kevin Gallagher, professor de Relações Internacionais na Universidade de Boston, e Timothy Wise, do Instituto Global de Desenvolvimento e Meio Ambiente, organizaram os dados de uma projeção do cenário econômico mundial após um sucesso nas negociação da Rodada de Doha, que por sua vez, foram levantados pelo Banco Mundial.
Nesse cenário, os ganhos globais projetados para 2015 são de somente 96 bilhões de dólares. Os países em desenvolvimento ficariam com somente 16 bilhões de dólares desta fatia, o que representa apenas 0,16% do Produto Interno Bruto mundial (PIB). Para um trabalhador pobre ou um agricultor que ganha 100 dólares por mês, que representa um acréscimo de 16 centavos em 2015.
Segundo Gallager e Wise, o sucesso da Rodada de Doha retiraria somente 2,5 milhões, das 622 milhões de pessoas mais pobres, do mundo da miséria. Os estudiosos ainda apontam que essas projeções não incluem custos da implementação da Rodada de Doha que, segundo cálculos da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Comércio (Unctad, na sigla em inglês), poderiam chegar até quatro vezes mais que os benefícios projetados.















