Interpretação de resultados pode ser confusa
Igor Ojeda
de Cochabamba (Bolívia)
De acordo com a lei que convocou o referendo revogatório, aprovada no Senado em maio, para se revogar uma autoridade, a votação contrária a ela deveria superar a porcentagem de votos que a elegeu em 2005. Dessa forma, os governadores da oposição se sentiram em desvantagem em relação ao presidente Evo Morales, já que este venceu com 53,7%, enquanto nenhum líder regional alcançou os 50%.
Por isso, no dia 31 de julho, a Corte Nacional Eleitoral (CNE), juntamente com sete cortes departamentais, emitiu uma resolução determinando que, para revogar o mandato dos governadores, o “não” deve alcançar 50% mais um, enquanto para o presidente, a porcentagem de 53,7% se manteria.
No entanto, o Congresso não aceitou a decisão e afirmou ser o único facultado a alterar a lei de convocatória da consulta. Por essa razão, analistas temem que, após o dia 10, cada ator político possa interpretar os resultados a sua maneira.















