Economia do governo tem maior resultado da história
Renato Godoy de Toledo
da Redação
Tal como o deficit da conta corrente do balanço de pagamentos e a remessa de lucros das transnacionais, o superavit primário também apresentou recorde no primeiro semestre. A economia que o governo faz para pagar juros e amortizações da dívida atingiu o valor de R$ 86,116 bilhões, entre janeiro e junho. O montante equivale a 6,32% do Produto Interno Bruto (PIB), o que configura o maior superavit desde o início da série histórica do Banco Central, em 1991.
Para economizar esse dinheiro, o governo corta investimentos em serviços públicos e nas áreas sociais, entre outras medidas. O valor, em termos percentuais, representa quase o dobro da meta estabelecida para o ano (3,8%). Nos últimos 12 meses, o superavit somou R$ 116,048 bilhões (4,27%). Com essa economia inédita, o governo ficou mais próximo de atingir o deficit nominal zero, que é uma obsessão da equipe econômica do governo. Essa marca se dá quando as receitas se equiparam às despesas, incluindo o gasto com juros. No primeiro semestre, o deficit nominal foi de R$ 1,910 bilhão, equivalente a 0,14% do PIB, menor percentual aferido pelo BC.















