A ética Halliburton pelo mundo
Transnacional está envolvida em diversas ações militares dos EUA
Luís Brasilino
da Redação
A Halliburton é uma das maiores empresas do mundo em serviços para campos petrolíferos. Espalhada por todo o globo, a transnacional tem a fama de agir irregularmente (e faz por onde) ao pagar propinas para governos, infiltrar funcionários nos Estados e instrumentalizar os interesses militaristas estadunidenses.
Como exemplo, destacamse suas ações no Iraque, na ex-Iugoslávia e na Nigéria. Com a invasão do Iraque, em março de 2003, a receita da empresa passou de 1 para 16 bilhões de dólares em cinco anos. A KBR, uma de suas subsidiárias, foi investigada por ter conquistado um contrato do Pentágono sem concorrência para combater incêndios nos poços de petróleo no Iraque. O contrato estava avaliado em cerca de 7 bilhões de dólares.
Mas o Iraque não é a única região na qual a Halliburton mantém sua atenção. Em 1995, quando sua subsidiária Brown & Root, a pedido do Pentágono, fez um estudo sobre as alternativas energéticas ao petróleo iraquiano, foi constatada a possibilidade de exploração massiva e barata das reservas petrolíferas do mar Cáspio. O único inconveniente desse projeto era que o oleoduto, a ser construído pela Halliburton, teria que passar pelo Kosovo que, em 1995, era ainda uma província da Federação Socialista da Iugoslávia.
Em 1999, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) atacaram a Iugoslávia e “libertaram”o Kosovo. Logo, o Pentágono encarregou a empresa Brown & Root para construir no Kosovo as bases militares de Camp Bondsteel e Camp Monteih, e para controlar e tornar seguras as estações de bombeamento do oleoduto em Kosovo.
Com propinas pagas entre 2001 e 2002, o continente africano não ficou de fora da “ética” Halliburton. Na Nigéria, a mesma KBR, acusada de cometer irregularidades no Iraque, pagou a uma autoridade do país 2,4 milhões de dólares em propinas para receber um tratamento fiscal favorável, de acordo com comunicado encaminhado à Securities & Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado acionário estadunidense).















