Coluna

Favelas contra o golpe

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População das favelas podem ser as mais afetadas com o golpe / Foto: Pablo Vergara
A favela já sofreu muito, mas vai sofrer ainda mais com essa ruptura democrática

Você já se perguntou por que os moradores de favelas não participam de momentos políticos históricos? Foi assim nas Diretas Já, no “Fora Collor”, nas manifestações de 2013 e agora no “Não vai ter Golpe”.

Muitas avaliações são feitas por gente que entende do assunto sobre essa não mobilização dos favelados. A verdade é que as camadas mais baixas da sociedade não se enxergam como sujeitos de direitos. Assim, acabam deixando a disputa para quem eles acham que tem esse direito de decidir sobre o futuro político do nosso país.

Sei o quanto a favela sofreu com a parceria entre o PT e o PMDB, com as UPPs, Força Nacional e até o Exército. Mas, é preciso ter clareza de que a favela vai sofrer ainda mais com essa ruptura das regras democráticas.

O desrespeito à vontade da maioria dos brasileiros na última eleição vai abrir precedentes para aumentar o poder daqueles que querem o povo no “seu devido lugar”, de casa para o trabalho e do trabalho pra casa.

E por falar em trabalho, conquistas históricas como o décimo terceiro, férias e seguro-desemprego já estão na mira dos golpistas.

CONTRA O GOLPE

Entretanto, não é a totalidade dos moradores de favelas que acham que não devem botar a cara nesse momento. Domingo (28), a partir das 17h, um grande Baile Funk vai acontecer na parte baixa da Rocinha.

Vários MCs e DJs estão confirmados para esse ato que está sendo puxado por Relíquias do Funk, Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro (FAFERJ) e Frente Povo Sem Medo. E claro que eu estarei lá pra gritar. O Temer vai sair e o baile vai voltar.