Golpe

De Cunha a Lewandowski: a linha do tempo do processo de impeachment

O pedido da oposição da Câmara foi aceito em 2 de dezembro, após a bancada do PT votar contra Cunha no Conselho de Ética

Redação

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Deputados contrários ao impeachment argumentam na Câmara de Deputados, no histórico dia 17 de abril / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma vingança. Assim foi interpretado pela base aliada de Dilma Rousseff a aceitação de Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados, do pedido de impeachment da presidenta da República protocolado pela oposição do governo.

Era 2 de dezembro do ano passado e, poucas horas antes, a bancada do PT na Casa havia decidido votar contra Cunha em um processo em que o peemedebista é acusado de quebra de decoro parlamentar por manter contas secretas no exterior e por ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras, em 2015.

Daí por diante, o processo se desenrolou favoravelmente à oposição e aos partidos que se aliaram a ela desde o início deste ano. Este grupo, que conta com a participação de boa parte do PMDB, é acusado pelos aliados de Dilma de golpista, por querer ocupar o Estado sem se submeter a eleições democráticas.

Para relembrar como se desenrolou o processo de impeachment nos últimos nove meses, o Brasil de Fato sintetizou a linha do tempo abaixo: 

Edição: José Eduardo Bernardes