Coluna

Fatos importantes na Argentina e uma votação na ONU antinazista

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21 de Novembro de 2016 às 15:01
Cerca de 200 mil pessoas se concentraram em frente ao Congresso argentino

Através do espaço midiático “Resumem Latinoamericano”, o leitor é informado sobre fatos que de um modo geral os meios de comunicação conservadores não divulgam.

Uma dessas informações revela que nestes dias cerca de 200 mil pessoas se concentraram em frente ao Congresso argentino para demonstrar repúdio ao governo do Presidente Maurício Macri e exigir a imediata aprovação pela Câmara dos Deputados da Lei de Emergência Social e do Trabalho que dispõe, entre outras coisas, sobre a criação de um milhão de postos de trabalho e salário social complementar. O Senado já aprovou.

O motivo dessas solicitações deve-se ao fato que desde a ascensão de Macri ao governo a situação trabalhista e social na Argentina tem se deteriorado bastante.

Mas os meios de comunicação conservadores, leia-se jornalões e telejornalões, destas bandas simplesmente ignoram tal fato, até porque se não procederem dessa forma entrarão em choque com o mesmo projeto em execução no Brasil. E aí fala mais alto o esquema publicitário bem aumentado nos seis meses do governo Temer.  

Da mesma forma, leitores e telespectadores não são informados sobre outro fato importante na área internacional e que agência russa Ria Nóvosti divulgou e diz respeito a uma votação importante nas Nações Unidas.

A história é a seguinte: Estados Unidos e Ucrânia votaram contra projeto apresentado pela Rússia de repúdio à luta contra a glorificação do nazismo. O projeto foi aprovado por 131 votos e três contra. Somando-se os votos dos Estados Unidos e da Ucrânia registra-se o apoio de Palau.

Vale registrar que o atual governo da Ucrânia, contando com o apoio irrestrito do governo Barack Obama, vem sendo acusado, desde a sua ascensão, de receber o apoio de setores simpatizantes do nazismo, inclusive dos grupos defensores de figuras que na II Guerra Mundial se aliaram aos nazistas e combateram os resistentes.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, no Brasil sucedem-se fatos que podem ser considerados no mínimo intrigantes.

Por exemplo, o que acontecerá com os integrantes dos grupos que invadiram o plenário da Câmara dos Deputados pregando o retorno de uma ditadura militar?

Perguntas que continuam sem resposta: quem bancou o deslocamento dos invasores? Serão punidos pelo ato de cunho fascista?

Fato grave que deve ser aprofundado

E para finalizar, resta uma dúvida: o que fará o Presidente golpista Michel Temer no episódio que culminou com a renúncia de Marcelo Calero do cargo de Ministro da Cultura depois de ter denunciado o Ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, de pressioná-lo para que o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) reduzisse o gabarito da construção de um prédio de 30 andares em área tombada de Salvador com vista para a baía de Todos os Santos, Geddel, que comprou um apartamento em andar alto, acima do décimo terceiro permitido pelo IPHAN, admite ter conversado sobre o caso, mas negou ter pressionado o agora ex-ministro.

Calero chegou a revelar que Geddel perguntou para ele “como é que eu fico?”. O primeiro comentário de Temer, segundo a imprensa, foi de que ele não tomaria partido. Trocando em miúdos: em um primeiro momento, Temer nada fará contra o aliado Geddel. Mas se o fato continuar repercutindo e os deputados aprovarem uma acareação entre Calero e Geddel, pode até ser que o golpista que usurpa a Presidência adote outra postura. Mas há quem diga que Temer não vai mudar de posição.

Com quem está a verdade, com Calero ou Geddel?

Deturpação histórica

O lugar de Calero será ocupado por Roberto Freire, do PPS, onde se abrigaram também ex-comunistas, inclusive o próprio novo Ministro da Cultura do atual governo golpista.

E numa demonstração concreta de como anda o jornalismo atualmente por estas bandas, uma analista política da Globo News comentou que o sonho de Roberto Freire é “reviver os tempos do partidão em que figuras como os escritores Graciliano Ramos e Jorge Amado despontavam”.

A analista embarcou num raciocínio do gênero sem eira nem beira. Freire é uma espécie de antítese do que algum dia foi o então PCB, também conhecido como Partidão, cujos arquivos foram entregues à Fundação Roberto Marinho, por iniciativa, segundo denúncias, do próprio hoje apoiador do golpe parlamentar midiático nomeado para o ministério pelo golpista mor, Michel Temer, que pode estar com os dias contados, mas isso é tema para outro comentário.

A comentarista, muito menos o espaço midiático da Globo, não divulgará o que se sabe e comenta sobre os arquivos do PCB. Preferem jogar desinformação até mesmo folclorizada.