Coluna

Caso Geddel: confirmação do trágico momento político que atravessa o Brasil

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24 de Novembro de 2016 às 15:45
Geddel Vieira Lima foi blindado pelo presidente interino Michel Temer / Divulgação
A denúncia vai ficar por isso mesmo e está sendo remetida para o baú da história

O secretário de governo do golpista Michel Temer (PMDB), o baiano Geddel Vieira Lima, foi mesmo blindado, não só pelo presidente ilegítimo, como também pelos deputados da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

Por 17 votos contra três favoráveis, o requerimento para que Geddel fosse convocado para explicar acusação de tráfico de influência feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero não passou e o ministro protegido não vai mesmo se explicar para os parlamentares e para os brasileiros, que terão de aceitar a decisão confirmando a total submissão da base aliada a qualquer coisa solicitada pelo governo golpista.

É esta a situação concreta na Câmara dos Deputados, isso depois do golpista Michel Temer ter batido o martelo em favor de Geddel Vieira Lima, uma figura política no mínimo discutível em função de uma série de acusações que remontam décadas.

Geddel inclusive foi um dos 37 deputados acusados no escândalo de corrupção dos anões do orçamento, no ano de 1993. Como neste momento, Geddel conseguiu se safar e não chegou a ser condenado, mantendo-se como parlamentar.

A denúncia do ex-ministro Marcelo Calero vai ficar por isso mesmo e está sendo remetida para o baú da história, que algum dia poderá ser aberto. Mas aí, como tem acontecido volta e meia, dificilmente atingirá o acusado. Esse caso é uma demonstração concreta de como anda o Brasil com este governo que só pensa em aprovar a tal PEC-55 no Senado, onde parece que os integrantes também ilegítimos conseguem tudo que querem para levar adiante o projeto de transformação do Brasil num país totalmente submisso aos interesses do capital em detrimento dos trabalhadores.

O governo golpista de Temer acabou de empossar no Ministério da Cultura o presidente do apoiador PPS, Roberto Freire. O tempo vai responder melhor sobre o procedimento desta figura que tem muita simpatia da Fundação Roberto Marinho, por ter em algum momento cedido os arquivos do antigo PCB, que tinham sido preservados na Itália, segundo denúncias de antigos militantes do Partidão que não aderiram ao PPS.

E Temer na posse ainda elogiou Freire por seu “passado de lutas”, que desembocou no PPS, apoiador incondicional do golpe parlamentar, midiático que resultou na ascensão do atual ocupante, usurpador, do governo brasileiro.

O golpista usurpador ainda por cima teve a coragem de afirmar que a chegada de Freire vai “salvar o Brasil” pelo “passado de lutas” do novo Ministro.

Pobre Brasil que terá de passar por um momento como o atual em que ocupam o poder figuras como Temer, Geddel, Freire, Moreira Franco, Meireles e Padilha, entre outros políticos do gênero.