Editorial

Governo tira capacidade de investimento dos bancos públicos

Tais políticas não foram e nem seriam aprovadas nas urnas

Brasil de Fato, Curitiba (PR)

,
O governo Temer assaltou o Estado brasileiro para realizar um verdadeiro “desmanche”, e não uma reforma, com ele tem propagandeado / Agência Brasil

Empresas públicas no governo federal, estados e municípios estão à venda no balcão de negócios do mercado. No Rio de Janeiro, foi aprovada a venda de ações da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae). No Rio Grande do Sul, há pressão para a venda do Banrisul, sociedade mista que atua de acordo com projetos do governo daquele estado.

Uma das primeiras medidas do presidente ilegítimo Temer foi devolver R$ 100 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional. Assim o banco perdeu a força de estimulador econômico do país.

A reestruturação do Banco do Brasil foi divulgada em novembro de 2016 e até a segunda quinzena de fevereiro fechou 217 agências. Até março a previsão é de que 402 agências encerrem as atividades. Quem sai prejudicado são os funcionários, os usuários e setores que vinham sendo financiados pelo banco, como a agricultura.

A Caixa Econômica, por sua vez, financia programas de habitação. Neste ano fez Michel Temer (PMDB) uma maquiagem no programa, definitivamente voltado para as faixas de renda mais altas.

São políticas que não foram e nem seriam aprovadas nas urnas. Mostra que o governo Temer assaltou o Estado brasileiro para realizar um verdadeiro “desmanche”, e não uma reforma, com ele tem propagandeado. Retrocessos que nos empurram para uma situação de explosão social.

Edição: Brasil de Fato PR