Goiás

Após ocupação do INSS, polícia aborda ônibus do MST e exige prisão de três pessoas

Movimento alerta para a contínua repressão aos movimentos populares no estado de Goiás

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Cerca de 80 mulheres estão presas dentro do ônibus; as camponesas tinham ocupado um prédio do INSS / Setor de Comunicação do MST

Após a ocupação do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município de Formosa, em Goiás, por cerca de 200 mulheres ligadas aos movimentos populares do campo, na manhã desta quarta-feira (8), um ônibus com aproximadamente 80 trabalhadoras rurais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi parado pela Polícia Militar (PM-GO) quando retornava da ação.

Segundo nota divulgada pela direção estadual do MST, a PM mantém as mulheres presas dentro do ônibus e exige que três pessoas sejam entregues à polícia para serem presas por conta da ocupação do INSS.

O Movimento alerta para a contínua perseguição aos movimentos populares no estado. “Apesar de ser uma luta pacífica e integrante de um calendário nacional de mobilizações, a polícia do estado de Goiás, seguindo a linha de truculência e repressão com que tem agido contra os movimentos populares no último ano, mantém 80 companheiras presas dentro de um ônibus, exigindo que entreguem três pessoas para serem presas por conta da ocupação”, diz um trecho da nota.

A mobilização das mulheres faz parte da Jornada Nacional de Lutas contra os impactos do capital e do agronegócio no campo. Elas ainda denunciam a retirada de direitos da classe trabalhadora pelo governo não eleito de Michel Temer. A ocupação do INSS foi realizada para denunciar a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer, que prejudicaria ainda mais as mulheres, que elevariam em 10 anos a idade para se aposentar, saindo dos atuais 55 anos para 65 anos.

Confira a nota do MST

Na manhã deste dia 08 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, cerca de 200 camponesas assentadas ocuparam o prédio do INSS, no município de Formosa, Goiás. A mobilização denuncia o projeto de reforma da previdência, que ataca principalmente o campesinato e as mulheres.

Apesar de ser uma luta pacífica e integrante de um calendário nacional de mobilizações, a polícia do estado de Goiás, seguindo a linha de truculência e repressão com que tem agido contra os movimentos populares no último ano, mantém 80 companheiras presas dentro de um ônibus, exigindo que entreguem 03 pessoas para serem presas por conta da ocupação.

Exigimos o respeito à liberdade de organização e a liberação das companheiras que estão reivindicando seus direitos!

Nenhum direito a menos! Viva a luta das mulheres camponesas!

Direção Estadual do MST - Goiás

Edição: José Eduardo Bernardes