EDITORIAL

Em Pernambuco se traçam planos de revolta tecidos em páginas de jornal

A pluralidade de vozes e opiniões no campo da comunicação é essencial na defesa e manutenção da democracia

Brasil de Fato | Recife (PE)

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Uma visão popular de Pernambuco, do Brasil e do mundo é a síntese da linha editorial com linguagem simples, direta, que dialoga com o povo. / Brasil de Fato Pernambuco

Mas ninguém se rendeu ao sono.

Todos sabem (e isso nos deixa vivos):

a noite que abriga os carrascos,

abriga também os rebelados.

Em algum lugar, não sei onde,

numa casa de subúrbios,

no porão de alguma fábrica

se traçam planos de revolta.

Pedro Tierra

Há 1 ano o Brasil de Fato Pernambuco chega quinzenalmente às ruas das cidades, ao chão das fábricas, as veredas das comunidades e assentamentos, trazendo em suas páginas a luta do povo. Uma visão popular de Pernambuco, do Brasil e do mundo é a síntese da linha editorial com linguagem simples, direta, que dialoga com quem apanha o jornal.

O BdF-PE é um jornal que se põe à esquerda do mundo, caminha do lado que bate o coração e disputa a ideias, a mente e o coração do povo pernambucano. E essa disputa se dá contra grandes conglomerados de comunicação, na maioria das vezes comprometidos com grandes empresários, latifundiários, as elites do estado. Do litoral ao Sertão são mais de uma dezena de cidades que recebem cotidianamente o jornal de forma gratuita. No Recife as estações, terminais integrados, praças, são lugares férteis onde as ideias vermelhas vêm brotando.

A pluralidade de vozes e opiniões no campo da comunicação é essencial na defesa e na manutenção da democracia. E num cenário nacional de extremo monopólio e oligopólio dos meios de comunicação, ter vozes dissonantes e populares são essenciais na luta política, ideológica e identitária de trabalhadores e trabalhadoras. Esse é um papel que o Brasil de Fato cumpre nacionalmente desde 2003 e que, agora em Pernambuco, nas ruas, nas redes e nas ondas do rádio, vai se consolidando. Vai produzindo notícias que valorizam os trabalhadores e o seu fruto, o trabalho. Que valoriza os desobedientes, os que não se conformam, as que fazem revolta. Que valoriza o povo que semeia revolução.

A linha editorial e política se situa no espectro do campo popular, discutida e construída com movimentos populares e sindicais, intelectuais e militantes comprometidos com a transformação da realidade e que entendem que a comunicação é uma trincheira indispensável em nossos planos de revolta. Em suma, é um jornalismo à esquerda que apresenta os fatos a partir de uma visão popular, mas comprometida com o bom jornalismo, que não ignora as contradições, que problematiza os fatos e que não aceita respostas prontas.

A ousadia fez nascer e faz crescer um jornal popular. Chegar a mais pernambucanos e pernambucanas é nosso objetivo, ocupar mais as ruas e – quiçá – diariamente construir lado a lado com o povo brasileiro um Projeto Popular para o Brasil.

Edição: Monyse Ravena