Meio ambiente

Agroecologia é princípio da Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST

Duas hortas livres de veneno e com uma grande variedade de espécies se desenvolvem na própria escola

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Escola Nacional Florestan Fernandes fica no município de Guararema, no interior paulista / Divulgação/Amigos ENFF

Uma escola construída a muitas mãos.

Esta é uma frase já conhecida para se referir à Escola Nacional Florestan Fernandes, que fica em Guararema no interior paulista.

As mãos que constroem a escola de formação política para militantes de todo o mundo também se movem na defesa do modelo de produção agroecológica.

Duas hortas livres de veneno e com uma grande variedade de espécies se desenvolvem na própria escola.

Celso Alves Antunes, militante do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, conta um pouco da experiência.

“A horta aqui pra escola ela serve para abastecer o restaurante que a gente tem lá. E também serve como um espaço para as pessoas que vem fazer os cursos aqui, para os estudantes, os educandos, poder vir também conhecer um pouco da proposta nossa de agroecologia. Nós produzimos totalmente sem o uso de agrotóxico”.

Alface, berinjela, quiabo, rúcula, cheiro verde podem ser encontrados na horta Jussara. Na horta batizada de Mandala, são cultivadas ervas medicinais. Tem também o pomar mais de 70 tipos de plantas.

Manoel Bernardo da Silva, o Caroço, também militante do MST, fala sobre a relação com a terra e o prazer de cuidar da horta.

“Uma coisa que a gente próprio produziu, a gente plantou e colheu, entendeu? A gente cuida. A gente planta, não é só o prazer de plantar, nós planta para cuidar dela.”

A maioria dos produtos é aproveitada no próprio refeitório, mas quando há excedente eles são doados ou comercializados na comunidade ou no Armazém do Campo, loja do MST que fica no centro da capital paulista.

Edição: Brasil de Fato