Novo Governo

França confirma posse de Macron para o próximo domingo (14)

Nesta manhã, Macron compareceu a um evento no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado do atual presidente, François Hollande

Líder do partido "Em Marcha!" venceu as eleições presidenciais deste domingo (7)
Líder do partido "Em Marcha!" venceu as eleições presidenciais deste domingo (7) - Reprodução/Facebook

O presidente eleito da França, Emmanuel Macron, tomará posse no próximo domingo (14), anunciou nesta segunda-feira (8) o Palácio do Eliseu, sede do governo francês. Além disso, fontes afirmam que a primeira viagem internacional do novo líder será a Berlim, onde deve se encontrar com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Nesta manhã, Macron já compareceu a um evento no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado do atual presidente, François Hollande, em um ato para marcar os 72 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

A participação de Macron ocorreu a convite de Hollande, que tenta demonstrar continuidade e proximidade ao novo governo, já que o recém-eleito presidente fora seu secretário-adjunto e seu ministro da Economia antes de se afastar em 2016 e formar seu próprio partido político.

O líder do partido "Em Marcha!", que venceu as eleições presidenciais deste domingo (7), terá uma semana para começar a as uma semana para formar seu gabinete e realizar a transição política.

Alemanha

Fontes próximas a Macron também disseram que ele irá a Berlim, na Alemanha, em sua primeira viagem oficial ao exterior. A informação foi divulgada pela rede CNews, citando a eurodeputada Sylvie Goulard, próxima ao líder do "Em Marcha!".

Ontem à noite, logo após a confirmação de sua vitória nas eleições, Macron recebeu um telefonema de Merkel. "Merkel está muito contente com a eleição de Macron, que leva esperança a milhões de franceses, e também a milhões de pessoas na Alemanha e na Europa", comentou o porta-voz da chanceler, Steffen Seibert. "Ele conduziu uma campanha pela Europa, pela abertura ao mundo, e não pelo isolamento", disse.

Durante um debate, a candidata de extrema-direita Marine Le Pen, que perdeu para Macron, chegou a dizer que, invariavelmente, a França seria governada por uma mulher: ou ela, ou Merkel. A frase foi uma crítica às posições integracionistas do hoje presidente eleito para com a União Europeia. Le Pen sempre se declarou eurocética e disse que, se ganhasse, iria fazer um referendo para tirar o país do grupo.

Macron venceu o segundo turno das eleições francesas com 66,1% dos votos, derrotando Marine Le Pen, do partido "Frente Nacional" (FN), que, além de defender a saída da França da União Europeia, apoia medidas de restrição à imigração.

 

(*) Com Ansa

Edição: Opera Mundi