TSE

Julgamento da chapa Dilma-Temer continua na manhã desta quarta-feira (7)

Processo começou no dia 4 de abril, quando defesas de Rousseff e Temer pediram mais prazo para apresentar alegações

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou às 9 horas da manhã desta quarta-feira (7) o julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer.

Na noite dessa terça-feira (6), o primeiro a falar no tribunal foi o ministro relator, Herman Benjamin, que resumiu o processo e as acusações apresentadas contra a chapa vencedora da eleição de 2014:

"Primeiro: abuso de poder político por força do uso da máquina administrativa federal claramente posta a serviço das pretenções políticas dos ora investigados. 

Segundo: abuso de poder econômico pela realização de uma campanha milionária, cujo custo superou a soma das despesas de todos os demais candidatos. 

Terceiro: uso indevido de meios de comunicação social por terem se valido do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para veicula deslavadas mentiras contra os candidatos adversários"

O plenário do TSE também ouviu as partes. O PSDB é o autor de quatro ações na Corte para impugnar a chapa. Elas foram reunidas em uma única ação. Ao falar pela acusação, o advogado do PSDB, Flávio Pereira, avaliou que houve desequilíbrio na disputa eleitoral, causado por abuso de poder político e econômico da chapa:

"A campanha se constrói em cima de mentiras geridas a partir da administração pública do governo então tentando reeleição. Os recursos, em tese, destinados à campanha eleitoral foram, na verdade desviados e direcionados ao enriquecimento sem causa. Esse conjunto da obra demonstra, sim, a gravidade e a potencialidade dos fatos de influenciar o resultado do pleito como, de fato, influenciou"

As defesas de Dilma Rousseff e Michel Temer pediram que o TSE não aceite provas produzidas após a abertura do processo, que ocorreu logo depois da eleição de 2014.

Os advogados de Temer argumentam ainda, que, se o tribunal não arquivar a ação, deve separar os processos de Dilma Rousseff e Michel Temer, porque eles tinham diferentes níveis de responsabilidade. A defesa de Dilma destaca que os dois devem ser julgados juntos.

Para o vice-procurador-geral Eleitoral, Nicolao Dino, as provas são válidas e a chapa não pode ser julgada separadamente:

"Há elementos robustos, que evidenciam a prática de abuso de poder econômico e, portanto, a justificar, nos termos da legislação eleitoral, a cassação da chapa como um todo e para efeito, portanto, de conclusão não pode haver a separação da chapa ou a indivisibilidade conforme, reiteradamente, tem decidido esse tribunal"

O julgamento começou no dia 4 de abril, quando as defesas de Dilma Rousseff e Michel Temer pediram mais prazo para apresentar as alegações finais.

O relator da ação no TSE, ministro Herman Benjamin, aceitou o pedido e decidiu ouvir mais testemunhas. Nesse caso, os marqueteiros da campanha, João Santana e Mônica Moura, que haviam firmado acordo de delação premiada na operação Lava Jato.

Editado por: Radioagência Nacional
Conteúdo originalmente publicado em: Radioagência Nacional | Brasília (DF)

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