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Parlamentarismo: estratégia para evitar eleição presidencial direta se amplia

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A última dos golpistas de 2016 é a aprovação do regime parlamentarista, mesmo para 2018 / Alan Santos/PR
Em duas consultas anteriores, 1963 e 1993, o parlamentarismo foi rejeitado

Está confirmado, a última dos golpistas de 2016 é a aprovação do regime parlamentarista, mesmo para 2018. E sem qualquer tipo de consulta para saber se os brasileiros concordam. Em duas consultas anteriores, 1963 e 1993, o parlamentarismo foi rejeitado por uma imensa maioria. Na verdade o que se esconde  é o temor com a eleição direta de um Presidente da República, ou seja, temem perder pela quinta vez uma votação em que os eleitores darão a última palavra e não um Parlamento em que pelo menos um terço receia também qualquer tipo de investigação.

Soma-se a isso as ameaças diárias, divulgadas pela mídia comercial conservadora, sobre as contas do Estado, em uma estratégia dissimulada para a aprovação pelo Parlamento da tal reforma da Previdência. Mas não se divulga a informação da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) do Senado sobre inúmeras empresas devendo bilhões de reais aos cofres da Previdência. E o mesmo governo, cujo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles ameaça com retóricas catastróficas caso não seja aprovada a (pseudo) reforma da Previdência, não cobra as dívidas das empresas, inclusive do setor financeiro. É também necessário saber quantos parlamentares devem a Previdência.

E ainda há quem se deixa iludir com a manipulação que joga todas as cartas para na verdade fortalecer a Previdência privada. Este é o momento grave que o Brasil atravessa e que algum dia a verdade prevalecerá desmistificando as mentiras de Meirelles respaldadas pela mídia comercial conservadora. É uma questão de tempo a verdade prevalecer, independente do que vem sendo divulgado para fazer a cabeça dos incautos.

Quanto a eleição presidencial direta de 2018 não se pode fugir de uma evidência que está sendo plantada pelo eterno derrotado em eleições presidenciais, o tal Senador José Serra, agora com o apoio velado do atual putrefato que ocupa ilegitimamente o Palácio do Planalto. Uma pergunta que não quer calar: em que momento o atual presidente seria eleito pelo povo, ainda mais se oferecesse para julgamento a atual política econômica que tem feito o Brasil caminhar para trás?

Uma consulta popular se faz necessária, mas a tropa de choque do retrocesso comandada pelo PSDB e outros partidos do gênero integrantes do atual Parlamento fará o possível e o impossível para evitar que o povo dê a última palavra não apenas com a antecipação das eleições presidenciais como mesmo o pleito marcado para outubro de 2018.

Ah, sim, quanto ao Rio de Janeiro, se confirma a afirmativa de que a entrada em cena das Forças Armadas para combater o crime organizado não passava de uma jogada de pirotecnia. Até porque, para esse combate seria necessário uma ação da inteligência, o que não se consegue de um dia para o outro. O Ministro da Defesa, Raul Jungmann veio ao Rio para  aparecer na mídia comercial conservadora e tentar angariar aprovação popular para o governo usurpador que é repudiado pelos brasileiros, segundo indicam as mais recentes pesquisas.

Trocando em miúdos, um jogo podre para tentar convencer a população desprotegida da necessidade da ação das Forças Armadas no combate ao crime organizado, já que as forças de segurança estaduais foram praticamente desmanteladas por uma política de arrocho que faz os servidores receber, quando recebem, os salários atrasados e mesmo o não pagamento do décimo terceiro salário de 2016.  

Um fato deve ser registrado, a delinquência tende a se ampliar, pois o tipo de política econômica colocada em prática atualmente pelo atual governo está deteriorando as condições de vida de amplas parcelas do povo. A prevalecer a continuidade dessa política a tendência é a piora da situação. Mas os meios de comunicação conservadores continuarão na pregação segundo a qual a participação das Forças Armadas é fundamental no combate ao crime organizado, sem, claro, explicar as verdadeiras causas dessa situação.

Não deve ser também esquecido o fato de o Departamento de Estado norte-americano apoiar e estimular a participação das Forças Armadas como força policial. Nessa estratégia, o continente, para os Estados Unidos, “pátio traseiro” ou “quintal” fica ainda mais fácil de ser dominado. Até porque, para o Departamento de Estado, a “proteção” fica por conta dose seus efetivos militares, seja pela Quarta Frota ou pelas bases militares existentes, como as na Colômbia.