Debate

Gleisi Hoffmann: "Lula não é candidato só do PT, é da população brasileira"

Senadora participou de debate ao vivo organizado pelo Brasil de Fato, com Alexandre Padilha e João Paulo Rodrigues

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Debate ao vivo com Gleizi Hoffmann, Alexandre Padilha e João Paulo Rodrigues / Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é só o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) para as próximas eleições, como também da sociedade brasileira. Esta foi a afirmação da presidenta do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, que participou, na noite desta sexta-feira (6), de um debate ao vivo realizado pelo Brasil de Fato.

"Nosso candidato é o Lula e a função do PT  é proteger o Lula, defendê-lo e fazer com que ele seja candidato. Porque ele não é mais candidato só do PT, é de uma parcela expressiva da população brasileira", disse.

O debate contou também com a presença do dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, e do ex-ministro da Saúde do governo de Dilma Rousseff, Alexandre Padilha.

A força da candidatura do ex-presidente Lula nas próximas eleições também foi ressaltado por Padilha. "Eu sempre falo que o Lula hoje é o plano A de quase 40% do povo brasileiro. Por que vamos ficar discutindo B, C ou D? E nem começou a campanha ainda. O Lula hoje é a principal força mobilizadora na sociedade brasileira", disse.

Outros pontos acerca da conjuntura brasileira também permearam o debate. Entre eles, a aprovação do fundo partidário, os desmontes de direitos sociais impostos pelo governo golpista de Michel Temer e a importância da soberania nacional brasileira.

Para Gleisi Hoffmann, é gravíssimo o atual momento de entrega do patrimônio brasileiro para empresas internacionais, entre eles, o setor da energia. "De fato é um período muito ruim para o Brasil, é de desmonte, venda do nosso patrimônio. É muito grave, estamos abrindo mão de um bem estratégico. Como você leva energia para os lugares mais distantes do Brasil? O mercado não vai se preocupar com isso. então estamos falando de bens essenciais para o novo desenvolvimento. Dá vontade de chorar vendo o Brasil nessa situação que está", disse.

João Paulo Rodrigues, também reiterou a gravidade das privatizações para a sociedade brasileira. "É uma tristeza muito grande ver toda a história de acúmulo de riqueza coletiva e de organização do patrimônio nacional sendo vendido por um governo golpista sem legitimidade e sem voto", pontuou.

Assista ao debate na íntegra:

Edição: Simone Freire