Amora

Menopausa: folhas da amoreira são repositoras naturais de hormônios femininos

A planta também tem propriedade antibacteriana; doutora em botânica explica como preparar o chá para obter os benefícios

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Rica em cálcio, a amora reduz os sintomas da menopausa / Pixabay

Encontrar manchinhas roxas pelas calçadas da cidade é um dos pequenos prazeres para os adoradores de amora. Apesar de ter origem asiática, a planta se adaptou bem às condições climáticas do Brasil e dá frutos de setembro a março.

Além de saborosa, a fruta tem propriedades medicinais com funções antibacterianas e anti-inflamatórias. As folhas da amoreira também são aliadas na hora de cuidar da saúde.

“Elas têm maior concentração de magnésio, de fósforo, potássio e cálcio, que são muito importantes para o funcionamento metabólico e nossa atividade celular”, explica a doutora em botânica e especialista em fitoterapia, Fernanda Tresmondi.

Segundo ela, as folhas e o fruto da amora também podem ser importantes aliados da saúde da mulher porque possuem fitoestrogênios, substâncias naturais produzidas pelas plantas que imitam os hormônios femininos e podem ajudar a diminuir os sintomas da menopausa.

“Existem muitos riscos da terapia de reposição hormonal pelo hormônio sintético. Pode causar câncer de mama, tromboembolismo, cefaleia, náuseas e esses hormônios de origem vegetal são muito bons porque repõem aquilo que está faltando. Eles também atuam no sistema nervoso central, nos vasos sanguíneos, minimizando esses efeitos”, diz.

Para obter os benefícios proporcionados pela planta é necessário utilizar o chá da maneira correta. De acordo com Tresmondi é recomendado tomar uma xícara de chá toda manhã por 21 dias e depois fazer um intervalo de 7 dias.

“Você coloca uma folha de amora para uma caneca de água, mistura, abafa e desliga o fogo. O princípio ativo, o composto que é o curador da planta está nesse vapor que vai subir, por isso, é importante abafar”, ensina.

Tresmondi afirma que não há contraindicação para o uso, mas recomenda que se houver continuidade dos sintomas após o tratamento, é importante buscar ajuda médica.

Edição: Anelize Moreira