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Coluna | Autocuidado é meu desejo de ano-novo

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Uma boa alternativa é começar a mudar hábito indesejados de forma devagar, mas de forma consistente. / Divulgação
Criar objetivos que visem o autocuidado são fundamentais.

Mês de dezembro, confraternizações a todo vapor e os esperados festejos de Natal e Ano-Novo. Quase sempre momentos que estão associados a excessos alimentares e pouco cuidado com a saúde. Logo depois, 2018. E vêm junto os planos para o ano novo: “vou me alimentar melhor”, “vou fazer exercícios físicos”, “vou cuidar de minha saúde”, entre outros.

Criar objetivos que visem o autocuidado são fundamentais. Muitas vezes achamos que não, mas nosso corpo e mente precisam de cuidado constante. Acho que todo mundo sabe disso e não há quem questione. Mas o problema é que tão certo quanto isto são as dificuldades que aparecem no nosso dia-a-dia. A primeira delas é, em geral, uma rotina extenuante de trabalho e cuidados com a casa, sobretudo para as mulheres. Em geral, a maior parte das nossas horas do dia estão divididas entre deslocamentos, trabalho e cuidados com a casa. Pouco nos resta para os cuidados pessoais. Então não conseguimos dedicar um tempo mínimo que seja para realizar exercícios e terminamos por optar por alimentos ultraprocessados, rápidos e que quase nada colaboram com nossa saúde.

Mas para além deste componente, temos um outro elemento que dificulta as nossas mudanças de hábito: a nossa própria mente. Isso mesmo. Parte das dificuldades que encontramos quando tentamos fazer exercícios físicos ou melhorar nossa alimentação é criada por nós mesmos, sem nos darmos conta do que está acontecendo.

Na maior parte das vezes, um erro central que cometemos é querer realizar grandes mudanças radicais de um dia para o outro. Muitas vezes estamos sedentários, com uma alimentação inadequada, mas milagrosamente achamos que “na próxima segunda-feira” ou “no próximo ano” acordaremos prontos e animados para fazer todas estas mudanças. 

Todo mundo que deseje cuidar de si próprio, e isso é essencial até para que possamos viver melhor, pode e precisar construir metas de mudança. Mas uma boa alternativa é começar devagar, mas de forma consistente. Pode começar, por exemplo, se livrando de refrigerante, depois diminuindo a ingestão de massas, iniciando uma caminhada de leve. E começar logo as mudanças. Sem essa de esperar a “próxima segunda” ou “próximo ano”. Cada um e cada uma de nós temos nossas particularidades e por isso não há fórmula pronta. Mas certamente um ponto de partida é a persistência e a firmeza no objetivo de se alcançar as mudanças. 

Edição: Monyse Ravena