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Bloco “Esperando o Metrô” estreia no carnaval de Belo Horizonte

Além de crítica à inexistência do metrô no Barreiro, bloco promete ser mais uma forma de luta por um transporte público

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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A população da região do Barreiro espera desde a década de 1980 a construção de uma linha do metrô / Divulgação

Há tempos tô esperando, esperando o metrô. Eu era criancinha de colo quando o governo anunciou que o metrô ia chegar ao Barreiro. Tem mais de 30 anos e ainda não chegou”, diz uma das músicas do bloco “Esperando o Metrô”, que tem seu desfile de estreia marcado para a terça (13) de carnaval. 

Parece exagero, mas realmente a população da região do Barreiro espera desde a década de 1980 a construção de uma linha do metrô. O transporte beneficiaria também moradores de várias cidades da região metropolitana, como Ibirité, Mário Campos e Sarzedo. 

“O bloco é uma sátira ao descaso e às promessas não cumpridas por vários governos”, conta André Xavier, um dos idealizadores do coletivo. Criado em agosto do ano passado, o bloco faz ensaios semanais, aos sábados, e cada dia agrega mais gente na luta por um transporte público, gratuito e de qualidade. 

André conta que os moradores do Barreiro têm adotado o nome do bloco em seus próprios estabelecimentos comerciais. “Já surgiu sanduíche, pizza e outros pratos com o nome Esperando o Metrô”, conta.

Novidade

Pela primeira vez, a região do Barreiro vai receber blocos durante o carnaval. No domingo (11), é a vez do “Pena de pavão de Krishna” levar sua mística e foliões pintados de azul às ruas da região. Na segunda (12), o bloco “Não acredito que te beijei”, formado por moradores do Barreiro, também estreia no carnaval belorizontino.

Antes do desfile oficial, o “Esperando o Metrô” realiza uma prévia dentro do metrô de BH. Saindo do Eldorado, a bateria percorrerá diversas estações até a Central. No dia 13 de fevereiro, a concentração do bloco é na Avenida Sinfrônio Brochado, ao lado do Comercial Esporte Clube.

Para participar dos ensaios do bloco e adquirir o abadá, acesse a página oficial aqui.

 

Edição: Joana Tavares