Coluna

Circo dos horrores políticos de responsabilidade do atual governo lesa pátria segue

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Para compensar o provável revés, Maia pretende colocar em votação outras iniciativas do governo golpista, como a privatização da Eletrobrás. / Lula Marques/AGPT
O que aconteceu dá bem a ideia do tipo de prática adotada pelo "honesto" Temer

Como se não bastasse tudo que vem sendo anunciado em termos de manobras do atual governo para aprovar a contra reforma da Previdência, a opinião pública fica sabendo que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM, só vai colocar em votação o projeto que inferniza a vida dos trabalhadores se as chances para a aprovação forem certas, o que, segundo as previsões, dificilmente acontecerá. 

É assim que agem os apoiadores do projeto denominado “ponte para o futuro”, que mesmo controlando o jogo espúrio no Parlamento não conseguem o apoio necessário que garanta o que o governo do honesto Michel Temer pretende. O esforço objetiva concretamente entregar a Previdência para o setor bancário. 

Para compensar o provável revés, o mesmo Rodrigo Maia pretende colocar em votação outras iniciativas do governo lesa pátria, como, por exemplo, a privatização da Eletrobras, cujo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deu parecer favorável ao que Temer pretende e que segundo especialistas acarretará um aumento para os consumidores nos gastos com energia elétrica, como tem acontecido em países onde o setor foi privatizado.  

Nos aeroportos onde circulam os parlamentares, as representações dos trabalhadores em mobilizações advertem que quem votar no projeto não se reelegerá, o que resultará no fato de que muitos perderão o tal foro privilegiado. Esse é o temor dos acusados de falcatruas, um grande percentual de parlamentares, diga-se de passagem. De qualquer forma, sem dúvida, a derrota do governo representará uma vitória para trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

O circo de horrores no mundo político seguiu nestes dias com novas revelações sobre a Ministra do Trabalho indicada por Michel Temer. Um vídeo em que Cristiane Brasil se reuniu com funcionários da secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, cargo que ocupava na gestão do Prefeito carioca Eduardo Paes, também dá bem a ideia dos métodos da filha de Roberto Jeferson. Ela fazia campanha para um ex-cunhado, de nome Marcus Vinicius, também do partido criado pelo coronel Golbery do Couto e Silva para servir ao patronato, o PTB. 

Tem mais ainda em relação à deputada. Ela está sendo objeto de denúncia segundo a qual se articulou com traficantes para permitir que somente o ex-cunhado fizesse campanha no bairro carioca de Cavalcanti. O fato está sendo investigado. Na eleição de 2014, Cristiane Brasil também conseguiu um número de votos significativos no bairro de Cavalcanti, da mesma forma que Marcus Vinicius, em 2010 ao se eleger deputado estadual. 

Diante de tais fatos, para não falar do vídeo em que ela aparece ao lado de amigos empresários com críticas à justiça do trabalho, o próprio PTB  já se articula para indicar um outro nome para a pasta. O pai Roberto Jeferson declarou que não pretende que a filha “saia como bandida” e insiste na indicação do nome de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho.

Cristiane Brasil vem sendo defendia pelo ministro Carlos Marun. Ele já declarou que o governo que ele serve não pretende pedir ao partido que faça qualquer alteração na indicação. Marun se comporta como sempre se comportou quando deputado e vinculado ao meliante Eduardo Cunha, ou seja, um parlamentar prestando serviços sempre a uma tropa de choque.

Seja qual for o resultado final da questão, ou seja, se o PTB vai insistir no nome da filha de Jeferson ou indicar outro, tudo o que aconteceu dá bem a ideia do tipo de prática adotada pelo honesto Michel Temer para obter apoio ao projeto que está levando o Brasil a andar para trás, sobretudo a contra reforma da Previdência. 

De qualquer forma, mesmo que outro nome seja indicado para o Ministério do Trabalho, seja quem for defenderá os mesmos preceitos contra os trabalhadores adotados pelo lesa pátria que ocupa o Palácio do  Planalto. 

E pensar que Temer assumiu o governo da forma que assumiu e ainda por cima graças ao apoio de incautos que serviram de massa de manobra dos golpistas e que hoje não aparecem para protestar contra as práticas indecorosas do atual governo que se instalou após a derrubada da Presidenta Dilma Rousseff.

Vale então uma pergunta que não quer calar: onde se escondem hoje os incautos, estimulados pela mídia comercial, que serviram de massa de manobra para a instalação de um governo do quilate do lesa pátria Michel Temer?

Edição: Brasil de Fato RJ