Consumo

O que devemos evitar para uma alimentação com mais saúde

Produtos industrializados lotam as prateleiras do mercado, trazendo malefícios para o organismo

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Alimentos industrializados são compostos principalmente por açúcares e gorduras / Dietmar Rabich / Wikimedia Commons / «Los Angeles (California, USA), Shop, South Olive Street -- 2012 -- 4845» / CC BY-SA 4.0

Escolher alimentos no supermercado nem sempre é uma tarefa simples. A oferta de produtos industrializados como refrigerantes, bolachas, salgadinhos e embutidos é alta e fica difícil não resistir. Muitas vezes, até mesmo na busca por alimentos mais saudáveis, caímos na armadilha de comprar um produto industrializados que, de acordo com a nutricionista Pamela Terra, são nocivos para o organismo e deveriam ser evitados. 

"Não é interessante o consumo desses produtos pra saúde, afinal eles não nos trazem nenhum benefício. Concordo que são práticos, mas não substituem uma alimentação natural e mais saudável". 

Segundo Pamela, os alimentos industrializados são produtos que geralmente contém na composição uma alta quantidade de açúcares e gorduras, que podem causar desequilíbrio na glicemia, além de contribuir para o aumento da obesidade. Ela dá como exemplo os farináceos:

"Farináceos são produtos ricos em farinha branca, então bolachas, biscoitos, petiscos, barras de cereal". 

Ainda no tema do açúcar, os refrigerantes e sucos artificiais também são um dos campeões e seu consumo em excesso pode causar diabetes e hipertensão por conta das  substâncias cancerígenas e a grande quantidade de sódio contida nos ingredientes. Até o pãozinho entra na lista de produtos alimentícios que devem ser consumidos com moderação, junto com bolos e bolachas.

"Por ser produtos ricos em farinha branca, nossa farinha é geneticamente modificada, ela tem baixo teor de nutrientes, normalmente esses nutrientes que contém na farinha são enriquecidos, então são artificiais". 

A situação melhora um pouco no caso do pão feito na hora da padaria. Por ser fresco, a composição conta com menos ingredientes e conservantes, tornando o pão francês uma opção menos pior do que, por exemplo, os pães de forma embalados. Pamela ainda ressalta o benefícios dos integrais. 

"Se tiver que optar, opte pela farinha integral que é menos refinada, o teor de fibras dela é aumentado e aí consequentemente a gente preserva mais nutrientes. "

A  propaganda feita pelas indústrias é um dos pontos que a especialista chama atenção e orienta ter cuidado. Ela afirma que nem sempre um produto chamando de natural ou considerado mais saudável nas embalagens de fato, é. 

"Elas tem uma apelação que elas colocam muito pouco de alguma farinha menos processada, enriquecem com fibras, diminuem um pouco de gordura, tudo isso através de mecanismo industrial, então é um produto super industrializado da mesma forma. Eles dão um pouco de melhora para o produto e chamam isso de super saudável e aí é vendido como fit, como saudável". 

Outro grupo de alimentos que devemos evitar, segundo Pamela, é o dos enlatados. Apesar da praticidade, a nutricionista afirma que o alumínio da lata se transfere para o alimento. A saída é preferir os embalados em vidro ou então, caso o consumo seja o da lata, procurar lavar o alimento para diminuir o teor do metal absorvido por ele. 

A especialista afirma que a melhor forma de escolher os produtos no mercado é observar o rótulo e procurar consumir os alimentos que tiverem menos ingredientes na composição. Ela também orienta que o primeiro nome da lista de ingredientes é sempre o que está em maior quantidade. 

"Aí um exemplo clássico, os iogurtes, o iogurte mesmo é um lácteo muito simples que é o leite fermentado com coalho e fermento. E as vezes a gente vê por ai no supermercado um iogurte enriquecido com frutas e aromatizantes, que essa lista de ingredientes vai pra 20 itens, entende". 

Para uma boa alimentação, os industrializados, de forma geral, devem ser evitados ao máximo. Segundo Pamela, nada substitui a comida mais simples, básica e caseira, a chamada “comida de verdade”, que inclui o consumo de frutas, vegetais, proteínas animais como peixe, frango, ovos, leguminosas como feijão e produtos lácteos como queijos. 

Edição: Guilherme Henrique