Seleção Brasileira na Copa do Mundo

PAPO ESPORTIVO | A maturidade que faltava na Seleção Brasileira

O Brasil venceu a Sérvia por dois a zero e se garantiu nas oitavas de final da Copa do Mundo

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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Paulinho e Thiago Silva (foto) marcaram os gols da vitória brasileira em Moscou / Lucas Figueiredo / CBF

Perder um jogador da importância de Marcelo logo aos seis minutos de jogo faria com que qualquer seleção do mundo sentisse o baque. Ainda mais numa partida que valia vaga nas oitavas de final de uma Copa do Mundo. Só que a Seleção Brasileira mostrou uma virtude nessa vitória sobre a Sérvia até então não revelada no Mundial da Rússia: maturidade. Sim, é isso. Mesmo perdendo uma das suas principais referências e lideranças dentro de campo, os comandados de Tite seguraram a onda, mantiveram a estratégia de jogo e superaram seu adversário sem muitos sustos. Para a alegria da torcida brasileira.

Lembram da atuação bisonha da estreia contra a Suíça? E do primeiro tempo medonho da vitória sobre a Costa Rica? Pois bem, o time que encarou os sérvios parecia mais maduro e mais seguro daquilo que estava fazendo dentro de campo. Claro que Tite fez seus ajustes nos treinamentos, reforçou um pouco aqui e ali e ainda passou a confiança necessária para seus jogadores fazerem o que sabem num momento em que imprensa e torcedores despejavam críticas ao time. Valeu pelas atuações consistentes de todo o time. Até mesmo Neymar jogava mais coletivamente e entendeu o melhor momento de prender a bola. Mas existem três jogadores que merecem atenção maior do que o nosso camisa dez.

Casemiro, Thiago Silva e (principalmente) Philippe Coutinho estão jogando o fino da bola nessa Copa do Mundo. O volante do Real Madrid se transformou uma verdadeira muralha no meio-campo e protegeu a defesa como poucos. E contra a Sérvia, Casemiro foi cirúrgico nos desarmes e preciso na cobertura dos laterais. Thiago Silva vem justificando o apelido de “monstro”. É desarme por cima, desarme por baixo, excelente posicionamento e até alguns gols decisivos como o segundo da vitória brasileira nessa quarta-feira (27). Mas a bola que Philippe Coutinho está jogando me permite usar a alcunha de craque para falar do camisa 11. São dois gols na Copa do Mundo, assistências precisas e visão de jogo que identifica espaços vazios. O gol de Paulinho (o primeiro da vitória sobre a Sérvia) saiu de um desses lançamentos milimétricos. Este que vos escreve se arrisca a dizer que Philippe Coutinho tem tanta importância quanto Neymar dentro do esquema de Tite. São eles que tiram os coelhos da cartola e fazem a equipe jogar.

Com a vitória sobre a Sérvia, o Brasil vai encarar o México nas oitavas de final da Copa do Mundo. Tem gente aí falando que é moleza, que já estamos nas quartas de final, mas é bom ir devagar com o andor. Ainda mais numa competição tomada por “zebras” e resultados inusitados (a Alemanha que o diga). Confio no Brasil, mas é preciso ter a mesma maturidade citada no início da coluna. Até porque gato escaldado tem medo de água fria, não é?

Edição: Brasil de Fato RJ