Coluna

Pregador de ódio na hora agá se une a direita que se diz de centro

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Jair Bolsonaro defendeu em Marabá, no Pará, os policiais militares que assassinaram, em 1996, vários trabalhadores trabalhadores rurais / Wilson Dias/Agência Brasil
Na verdade, Bolsonaro não passa de uma afronta ao Brasil

A cada dia que passa certas candidaturas vão ficando ainda mais claras, se é que alguém tinha dúvidas, no caso de Jair Bolsonaro, que chegou ao ponto de defender, em Marabá, no Pará, os policiais militares que assassinaram, em 1996, vários trabalhadores rurais.  E ainda por cima, destilou ódio contra os integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra).

Mas em se tratando do capitão da reserva Bolsonaro, defensor de torturadores como Brilhante Ustra, não chega  a ser surpresa. Faz parte do jogo (imundo) do candidato à Presidência. Por sinal,  elogiado a todo instante por Janaína Paschoal, a figura que foi uma das formuladoras do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Aliás, Janaína  almeja ser indicada a vice de Bolsonaro. Quer dizer, na verdade esta figura navega no esquema do ódio de Bolsonaro. Precisa ficar claro de uma vez por todas, que na hora necessária eles se unem par evitar o que consideram o mal maior, ou seja, um Brasil para os brasileiros e brasileiras que trabalham.

Na verdade, Bolsonaro não passa de uma afronta ao Brasil. Quando circulou pelos Estados Unidos teve como cicerone o pseudo filósofo Olavo de Carvalho, outro pregador de ódio que vive naquele país e apoia em gênero, número e grau a candidatura do capitão da reserva e deputado federal, que já bateu continência para a bandeira norte-americana e se encontrou com o embaixador dos EUA no Brasil, P. Michael McKinley. Pode-se  imaginar o que prometeu ao diplomata.

Não por acaso, sucessivos governos estadunidenses apoiaram o esquema ditatorial vigente no Brasil, quando vigorava um regime de torturas seguidas pelos ensinamentos da Escola das Américas, onde muitos defensores de Bolsonaro, hoje na reserva e impunes pelos crimes cometidos, aprenderam muitas lições.

Bolsonaro tem feito o possível para agradar o mercado, o mesmo segmento que apoiou o regime iniciado em 1 de abril de 1964 e durou 21 anos,  que ele  defende com unhas e dentes. Esse político, que vale sempre repetir, é uma afronta ao Brasil, emite conceitos que estimulam os crimes cometidos contra o país, precisa ser combatido de todas as formas e apresentado aos eleitores como de fato ele é e o perigo que representa pelo retrocesso que prega.

O Brasil, depois de tudo o que passou e está passando no momento, precisa se livrar de elementos como Bolsonaro e outros que querem também seguir os caminhos que levam o país a cada vez mais andar para trás. Daí a responsabilidade dos brasileiros e brasileiras a demonstrar que não aceitam extremistas de direita como Bolsonaro, como outros defensores do retrocesso que na hora do aperto se unem contra os anseios do povo.

Por estas e outras, o repúdio é mais do que necessário  e deve ser acompanhado por todos e todas que querem um país decente e não mais o que está acontecendo no momento atual, de responsabilidade de todos aqueles que se uniram pelo golpe de 2016. Nesse sentido,  vale lembrar que Bolsonaro votou pelo golpe que colocou no governo Michel Temer,  tendo inclusive feito elogios ao torturador Brilhante Ustra, que morreu impune.

A hora, portanto, é esta.  E não se pode esquecer também que na hora do aperto os setores que defendem o Brasil andar para trás se unem. Daí não seria nenhuma surpresa se os de direita, que se apresentam como centro, se unirem a Bolsonaro.

Edição: Jaqueline Deister