Trabalhadores pagam a conta

Editorial: Lucro para os bancos, sofrimento para o povo

Pesa também a chance de sonegação de tributos por parte dessas instituições bancárias

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Bancos também seguem com taxas de juros elevadas e hoje fazem grande enxugamento de postos de trabalho. / Joka Madruga/SEEB Curitiba

Estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), intitulado “Desempenho dos Bancos 2017”, analisa que as cinco maiores instituições bancárias do país lucraram, em 2017, taxas maiores que em 2016. Pela ordem, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Santander tiveram queda na oferta de crédito, mas mantiveram alto o patamar de lucro líquido.

O maior lucro foi obtido pelo Itaú Unibanco, de R$ 24,9 bilhões, alta de 12%, em um ano. O Santander, por sua vez, atingiu o maior lucro líquido em sua história no Brasil, de cerca de R$ 10 bilhões. Como um todo, pesa também a chance de sonegação de tributos por parte dessas instituições bancárias. De acordo com o estudo, os bancos também seguem com taxas de juros elevadas e hoje fazem grande enxugamento de postos de trabalho.

Tudo isso mostra como o país carece de políticas voltadas ao bem-estar da população e não ao lucro de empresas financeiras, ja que são os trabalhadores que pagam a conta da crise: o IBGE calcula que, neste momento, número de empregados sem carteira cresceu 2,6% em relação ao trimestre anterior.  No caso dos bancos públicos, Caixa e Banco do Brasil, este editorial questiona a redução em programas sociais.  

 

Edição: Pedro Carrano