Justiça

Terceiro boletim médico sobre militantes em greve de fome é divulgado

Seis integrantes de movimentos populares participam da manifestação, que pede justiça no Supremo Tribunal Federal (STF)

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Os seis grevistas apresentam maior ânimo e disposição neste quinto dia de protesto / Adilvane Spézia/MPA e Rede Soberania

A “Greve de Fome por Justiça no STF”, que completa cinco dias neste sábado (4), emitiu um novo boletim médico que apresenta o bom estado de saúde de seus participantes. Luiz Gonzaga (Gegê), Zonália Santos, Rafaela Alves, Vilmar Pacífico, Frei Sérgio Görgen e Jaime Amorim estão apresentando sintomas semelhantes aos dessa sexta-feira, com algumas melhoras por conta das medidas que foram adotadas, informou o boletim.

“Alguns apresentaram níveis de glicose reduzidos abaixo de 70 [normal entre 70 e 110], medidos por meio de HGT (hemoglicoteste). Apresentaram boa resposta com administração de glicose por via oral”, afirmou o Dr. Ronald Wolff, médico que tem acompanhado os grevistas.

Além disso, as dores de cabeça surgiram um pouco mais fortes em dois dos grevistas. “Conseguimos resolver as dores de cabeça com analgésicos comuns”, relatou Wolff. A hipertensão também foi examinada em dois dos seis grevistas. Todos seguem perdendo peso.

Algo que chamou a atenção da equipe médica foi a melhora do humor dos militantes. Segundo os profissionais de saúde, isso é resultado de dois fatores principais: as visitas recebidas, que de acordo com o Dr. Ronald são muito nutritivas para a causa que os motivou a realizar a greve, e o segundo motivo, porque, “a partir do quinto dia, eles estão começando a se sentir capazes de suportar uma greve de fome”. 

O médico ainda afirmou que a melhora do humor não significa que ela irá perdurar e que é possível que, nos próximos dias, eles sentirem com mais força os efeitos de uma greve de fome sobre sua saúde.

Todos os grevistas estão de repouso e realizaram exercícios físicos leves, como alongamentos no início da manhã deste sábado. Na mesma atividade, eles participaram da terapia do abraço, que, segundo Wolff, fortalece a saúde mental. Os participantes também estão sendo acompanhados por um grupo de psicólogos e psicólogas de Brasília.

*Com informações da Comunicação da Greve de Fome. 

Edição: Vivian Fernandes