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Opinião | Pernambuco no centro da política nacional

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"Mas o que muitos não esperávamos é que Pernambuco fosse lançado ao centro do debate político nacional como nas últimas semanas" / Divulgação
Sem dúvida nenhuma, foi um processo que envolveu muitos sentimentos e vontades

Que o pernambucano é megalomaníaco, não é segredo pra mim. Afinal, todos sabemos aquela história de que acontece aqui o maior carnaval do mundo, assim como temos a maior avenida em linha reta da América Latina e por aí vai. Mas o que muitos não esperávamos é que Pernambuco fosse lançado ao centro do debate político nacional como nas últimas semanas. Refiro-me a todo processo envolvido na pré-candidatura de Marília Arraes ao Governo do estado, pelo PT e a posterior retirada de sua candidatura em nome de uma composição nacional.

Porém, ao fim e ao cabo, a tomada desta decisão não pareceu nada fácil. Não é à toa que só veio a ser tomada quase que no limite dos prazos para a definição das candidaturas.

Sem dúvida nenhuma, foi um processo que envolveu muitos sentimentos e vontades. Por isso muita gente não compreendeu e até se irritou bastante com a decisão. Foi difícil. É difícil, na realidade.

Apontado este quadro, e falo com muita tranquilidade pelo fato de ter defendido arduamente a candidatura de Marília Arraes, precisamos superar o acontecido e nos prepararmos para as duras batalhas que enfrentaremos nos próximos meses. Estas eleições serão um momento de muita importância em nosso país. E peço licença para tratar da questão nacional apenas na próxima semana.

Aqui, o nosso grande desafio será o de combater e evitar com todas as forças que os partidos e políticos que sustentam o atual governo Temer se apropriem do Governo do Estado. E em Pernambuco não há a menor dúvida de que a candidatura que representa estes setores é a de Armando Monteiro Neto (PTB), que apesar de ter votado contra o impeachment de Dilma, já se aliou com as principais forças que sustentam Temer e votou a favor de reformas contra o povo brasileiro, como a Reforma Trabalhista. Junto a ele estão ainda Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araujo (PSDB), ministros de Temer até bem pouco tempo atrás, assim como Fernando Bezerra Coelho, que era do PSB, e deixou o partido porque queria continuar na base de Michel Temer.

Mais do que nunca, precisamos compreender agora, que faz parte da política entender quem são nossos principais inimigos. E, diante deste difícil cenário nacional, juntar todas as nossas forças para derrota-los, ajudando a eleger o pernambucano Lula e uma bancada federal e estadual com deputados e senadores comprometidos de fato com um projeto voltado para os interesses de nosso povo.

Edição: Monyse Ravenna