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Por mais que tente, a elite brasileira não consegue dobrar José Dirceu

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José Dirceu acabou de lançar “Memórias”, um documento importante para se conhecer a história brasileira dos últimos 50 anos / Divulgação/Facebook
Dirceu demonstrou que a elite brasileira não conseguiu dobrá-lo

José Dirceu acabou de lançar “Memórias”, um documento importante para se conhecer a história brasileira dos últimos 50 anos em que o autor teve grande protagonismo. Na verdade, Dirceu demonstrou que a elite brasileira não conseguiu dobrá-lo. O ex-ministro chefe da Casa Civil continua apresentando para a população brasileira o ideal pelo qual sempre lutou desde os anos 60.

Escrito durante o período em que se encontrava preso, José Dirceu conseguiu ultrapassar obstáculos que poderiam ser considerados intransponíveis. Escreveu em péssimas condições, desde a falta de iluminação até mesmo com dificuldades físicas de colocar o que se lembrava no papel.

Em suma, antes de qualquer coisa, prevaleceu o desejo de transmitir a sua filha Maria Antonia quem era realmente o pai, para que não o conhecesse através do relato de outras pessoas.

Com isso, o protagonista da história brasileira também transmitiu o recado para amplas parcelas da população, sobretudo os jovens.

Em uma linguagem acessível a todos os públicos, Dirceu consegue ultrapassar um obstáculo resultante da manipulação da informação de responsabilidade da mídia comercial, que como explica, diariamente não informa, mas procura formar opinião, induzindo âncoras e comentaristas a apresentarem suas ideias, na verdade de seus patrões midiáticos,  sem nenhum tipo de contraponto, em uma demonstração concreta que não querem de forma alguma que leitores, telespectadores e ouvintes tenham acesso ao outro lado, porque não aceitam e não querem de forma alguma o debate.

Ao lançar “Memórias” no Rio de Janeiro, em uma atividade nas dependências do Circo Voador, Dirceu deixou claro o seu projeto apoiado por milhões de brasileiros e brasileiras que querem um país em que o povo seja o principal protagonista da história e não, como acontece na atualidade, que o beneficiário seja um percentual reduzido da população. Até porque, um país justo não pode aceitar passivamente o que acontece nos últimos dois anos a partir da ascensão do governo Michel Temer através de um golpe parlamentar, midiático e judicial.

Dirceu deixa claro também que uma das formas de vencer as dificuldades que infelicitam a maioria absoluta da população brasileira é através da mobilização popular, ou seja, o povo nas ruas.

E lembrou, no debate no lançamento de suas Memórias, os comícios relâmpagos, fórmula utilizada pelos jovens nos 60 para combater o regime ditatorial e informar à população sobre o que estava acontecendo no país e que a censura não permitia. Sugeriu que os jovens adotassem o mesmo método para também mobilizar a população nas ruas e ajudar a driblar a desinformação.

Em suma, por mais que a elite braseira quisesse silenciar José Dirceu, não conseguiu. As “Memórias” falam por si só e devem ser lidas e analisadas por todos e todas que querem um país soberano e não o que vem sendo produzido pela mesma elite que segue tentando silenciar ideias como as defendidas por José Dirceu.    

Edição: Jaqueline Deister