Eleições 2018

PT intensifica batalha legal e política por sua candidatura

Em entrevista ao Brasil de Fato, o ex-ministro Alexandre Padilha, vice presidente nacional da legenda

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Lula participa de ato político ao lado de apoiadores em fevereiro des ano, dois meses antes de ser detido pela Polícia Federal / Foto: Ricardo Stuckert

O ex-ministro da Saúde e atual vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha, e João Paulo Rodrigues, dirigente nacional do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estiveram na redação do Brasil de Fato na manhã desta segunda-feira (10) para falar sobre a conjuntura política e os próximos passos da esquerda nas eleições presidenciais de 7 de outubro.

Para os entrevistados, a prioridade neste momento, tanto para o partido quanto para os movimentos populares, é fortalecer a pressão contra o avanço de setores autoritários do judiciário, da mídia corporativa e até das forças armadas sobre a política e a democracia.

No último mês, a Justiça Eleitoral, em colegiado ou por meio de seus ministros, impediu a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência pelo PT, proibiu a exibição do petista na propaganda eleitoral mesmo que sem ser identificado como candidato, e antecipou em uma semana, do dia 17 para o dia 11, o limite de tempo que o PT tem para apresentar o substituto de Lula - todas decisões consideradas muito mais políticas do que técnicas por especialistas ouvidos pela reportagem do Brasil de Fato nesse período.

Não obstante, Lula segue liderando as pesquisas de intenção de voto. E foi nesse contexto que, neste domingo (9), o comandante das Forças Armadas, General Villas Bôas, concedeu entrevista ao diário paulistano Estado de S.Paulo, em que afirma que os militares podem não reconhecer a legitimidade de quem vier a vencer as eleições deste ano.

"O Florestan Fernandes sempre dizia que Hitler e Mussolini foram vencidos naquele momento histórico, mas que a ideia do fascismo seguia à disposição da burguesia para que ela utilizasse da forma como quisesse quando sentir que perdeu a hegemonia política", ponderou Padilha.

"A situação é muito delicada. Do ponto de vista da lei eleitoral, nós temos até o dia 17 para apresentar uma nova candidatura. Eu sou da opinião que a gente tem de esticar a corda mais um pouco, temos de ir até o dia 17, e reafirmar a necessidade que o STF julgue o nosso pedido de permitir que o Lula seja candidato", destacou. O dirigente considera, ainda, prioridade a campanha para o Legislativo e para a construção de uma bancada popular e de esquerda nas assembleias legislativas, na Câmara e no Senado.

Assista a íntegra:

Edição: Diego Sartorato