Eleições Paraíba

BdF dá continuidade às entrevistas com candidatos ao Legislativo federal

Nesta quarta-feira (12), a entrevistada é a candidata a deputada federal Sandra Marrocos (PSB)

Brasil de Fato | João Pessoa

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Sandra Marrocos está em seu segundo mandato de vereadora pelo PSB em João Pessoa / Arquivo Pessoal

Dando continuidade à série de entrevistas iniciadas dia 11 de setembro com as candidatas e os candidatos - integrantes do campo político de atuação da Frente Brasil Popular na Paraíba - que disputam vagas para o legislativo estadual e federal, a entrevistada de hoje é Sandra Marrocos (PSB).

Vereadora na cidade de João Pessoa pela segunda vez, Sandra é feminista e defensora das causas LGBTs, e coloca seu nome à disposição para deputada federal. A assistente social tem como slogan de campanha “a mulher de todas as lutas”.

Conheça agora essa candidatura e as pautas que defende.

1. Para você, o que está em jogo nessas eleições?

Nesse momento a gente não está apenas numa disputa eleitoral, nós vivenciamos uma disputa de projeto de sociedade. O que está em jogo é o retorno ao campo da Democracia, da inclusão, ou então ir de vez para o atraso, então eu tenho muita clareza desse momento histórico, é um momento de disputa de sociedade, então essa eleição é muita preciosa, e para nós que acreditamos de fato que é possível ser um canal de transformação no parlamento, por exemplo, um mandato de esquerda e popular, então o que está em jogo é uma disputa de sociedade, isso é muito sério, e requer de todos e de todas nós muito compromisso e responsabilidade.

2. Por que você é candidata?

Este momento requer de cada uma e de cada um de nós muita coragem e muita ousadia, pessoas com eu, que a vida oportunizou a gente está hoje, neste momento, com possibilidades de disputa real, no campo da esquerda, na retomada deste Estado Democrático de Direito, de fato, da saída do Brasil de novo deste mapa da fome. Ou seja, eu estou candidata por tudo isso, mas, principalmente, pelas mulheres, teve alguns fatos que me fizeram querer na individualidade - porque tudo que é coletivo parte do individual também - esse retorno da Democracia pelas mulheres. Quando a Marielle foi assassinada, eu estava num processo de conquista, as pessoas colocando que eu deveria colocar o nome porque a gente sabe de mulheres nesta perspectiva,  quando assassinaram ela, eu tive certeza de que, de fato, nós mulheres que viemos da luta, oriundas do meio popular, que constrói sua história política nesta perspectiva da construção coletiva, de um olhar prioritário para a questão da cidadania LGBT, a questão dos negros e negras, ou seja, para resgatar este Estado Democrático de Direito e dizer que quando uma Democracia é atacada, os direitos das mulheres são fortemente atacados, então no resgate da Democracia está sendo pelas mulheres, pelas mulheres, com certeza.



3. Quais serão suas principais linhas de atuação?

Estou no segundo mandato e eu tenho uma linha de atuação que é essa de priorizar a discussão coletiva, de fortalecer, de forma muito forte, o Estado Democrático de Direito, acho que o Congresso Nacional requer, primeiro, que a gente acabe com essa história que foi a PEC dos gastos. Quando tem alguém que assume de forma ilegítima, e a primeira ação que toma é congelar investimentos por 20 anos, em áreas essenciais como saúde, educação e assistência, a gente tem a grande tarefa de revogar isso. Outra coisa é a reforma trabalhista que passou tirando direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora e ficar muito atenta para que a gente não tenha retrocessos. Então a linha de atuação do mandato, que eu serei eleita deputada federal, por todas nós, vai ser na mesma linha da que eu faço no parlamento de João Pessoa, lógico que com outra amplitude, com outros olhares pelas mulheres, mas a prioridade é essa, é pelas pessoas, é pela pessoa em situação de pobreza e é, principalmente, pelo resgate da Democracia no nosso país.

Edição: Paula Adissi