Frente ampla

Haddad chama Ciro para o combate: "Tá virando, tem uma onda legal no país"

Em entrevista coletiva, candidato afirma que mantém contato com o PDT para costurar apoio desde o início do 2º turno

Brasil de Fato | São paulo (SP)

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Haddad participa de ato do coletivo Judeus pela Democracia, em São Paulo / Foto: Ricardo Stuckert

O candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (25) em que falou sobre as articulações por uma frente ampla de democratas para vencer o candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), e criar uma coalizão para um eventual governo.

"Eu liguei para o [Carlos] Luppi [presidente do PDT] e avisei: tá virando, tem uma onda legal acontecendo no país", contou, ressaltando que tem diálogo fácil com Ciro Gomes, candidato do PDT no primeiro turno das eleições presidenciais, "fomos colegas, ministros juntos". "[Neste momento], tem de ter a grandeza de perceber os riscos que o Brasil tá correndo. Estamos naturalizando um processo nada natural. O Brasil nunca abraçou os valores que o Bolsonaro representa", concluiu Haddad.

O candidato do PT ressaltou que as atuais eleições são "um teste de fogo" para a democracia brasileira. "Nunca vi uma campanha como esta, é a campanha mais baixa de todos os tempos. E está assim porque ele [Bolsonaro] quis criar esse clima, esse clima favorece a campanha dele, então ele joga com isso, e agora se volta contra ele, porque as pessoas estão vendo o que está acontecendo."

"Não estou falando nem como candidato, mas como cidadão: não quero que meus filhos cresçam num país onde a ameaça que ele [Bolsonaro] representa… eu espero que essa ameaça esteja afastada da democracia brasileira."

Após a coletiva, o candidato se dirigiu para Recife, onde seguirá sua agenda de campanha.

Edição: Diego Sartorato