Coluna

O SUS à beira do precipício

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"Quem conhece e estuda o SUS sabe que precisamos de mais recursos para poder oferecer melhores serviços" / Marcelo Casal Rj/Agência Brasil
São muitos os retrocessos já anunciados no caso de vitória do candidato Jair

Estamos muito próximos do dia 28, dia no qual acontece o 2º turno da eleição para Presidente. Já nos parece bastante claro que não estamos diante de uma simples eleição, mas, de uma grande decisão entre dois projetos de país. O Projeto do Jair Bolsonaro representa apenas a continuidade do plano econômico de Michel Temer. Porém, de uma forma piorada, pois carrega em si um discurso de ódio e de violência. Já a candidatura de Fernando Haddad tem representado uma verdadeira frente a favor da democracia. Inclusive com pessoas que não gostam do PT, mas optam por defender as conquistas populares e não querem retomar os tempos de ditadura.

São muitos os retrocessos já anunciados no caso de vitória do candidato Jair. Nesta coluna, pelo pouco espaço, quero falar um pouco de minha área, a da saúde. Não tenho dúvidas de que ele representaria um verdadeiro atraso para o nosso sistema de saúde. Seria o fim para o SUS. Afinal, com quase 28 anos como deputado federal, qual foi o projeto que ele propôs para melhorar a saúde do nosso povo? Nenhum. Só faz falar. Bolsonaro, na realidade, não representa nada de novo para a política. É apenas mais do mesmo.

Faltando agora menos da metade do meu espaço, quero falar sobre financiamento em saúde. Ambos os candidatos falam sobre a necessidade de utilizar melhor os recursos para a nossa saúde. Mas todo mundo que conhece e estuda o SUS sabe que precisamos de mais recursos para poder oferecer melhores serviços, mais atendimentos, mais consultas, mais exames, etc. Nem precisa ser da área para conhecer esta realidade. E aí, neste ponto, está uma grande diferença: Fernando Haddad defende mais investimentos para o SUS. Defende um Sistema de Saúde cada vez mais forte para o nosso povo. Diferente do outro que votou a favor do projeto que congelou o orçamento público pelos próximos 20 anos.

Poderia passar horas escrevendo e pensando sobre este tema. Mas não temos tempo a perder. Independente das pesquisas, que já mostraram que falham muitas vezes, o clima de virada está forte nas ruas. É perceptível o crescimento da candidatura de Haddad e o desespero da outa candidatura, que insiste em mentiras nas redes sociais. Até domingo, cada voto virado é uma grande conquista e fará a diferença. Vamos seguir na luta, pois a recompensa virá. Fernando Haddad será eleito presidente do Brasil e poderemos voltar a sorrir novamente.

Edição: Monyse Ravenna