Coluna

Semiárido: lugar de Lutas e Possibilidades

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27 de Outubro de 2018 às 09:00
Esse ano, organizações realizaram caravana no semiárido contra a fome / Elka Macedo
Mas, precisamos reconhecer, que com os governos do PT houve grandes mudanças

Embora nossos livros didáticos de história e o pouco exercício de leitura que temos, o Semiárido brasileiro foi palco de grandes revoltas contra as opressões, as injustiças e pelas liberdades. Entre uma das mais conhecidas está a revolução de Canudos, no interior da Bahia, liderada por Antônio Conselheiro, que criou uma vida comunitária onde todos se ajudavam e resistiam aos poderes políticos locais, que se mantinham com o controle de grandes áreas de terras, produzindo a fome e a miséria daquele povo, além de outras formas de violência.

E é desse tempo, que data do final do século 19, entre os anos de 1893-1897, que Canudos se transformou em uma possibilidade de vida com o mínimo de dignidade para o povo do Semiárido. Uma comunidade onde a maioria era formada por negros e negras recém libertados pela abolição da escravatura, e relegados a sorte pois não tiveram direito a terra para produzir, nem trabalho digno, moradia, ou qualquer outra possibilidade para viver com dignidade.

Você já parou para pensar porque a região Nordeste do Brasil, onde está a maior parte do Semiárido, sempre foi considerada a região com mais pobreza e analfabetismo? Porque as políticas públicas não eram construídas para libertar as pessoas desse modo de escravidão. O interesse sempre foi manter as pessoas em situação de miséria para ter o controle sobre elas. O Semiárido brasileiro ainda é um lugar de muita concentração de terras e de águas. Não à toa que ainda vivemos enfrentando tantas injustiças.

Mas, precisamos reconhecer, que com os governos do PT houveram grandes mudanças no Brasil e na educação, de forma especial, pois foi nesse período onde foram criadas 18 novas universidades e 173 campi universitários, além de 422 Institutos Federais, a grande maioria sob a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação. Várias universidades, campi universitários e institutos federais estão no Nordeste e no Semiárido.

O que está em risco nessas eleições para presidente em 2018, é voltarmos a uma condição de fome e pobreza, de violência e de escravização do nosso povo. Mas, nós não vamos ficar de braços cruzados, nos inspiraremos em Canudos e outros movimentos para gritar por justiça e direitos. Por isso é necessário que nossa escolha seja pelo projeto que defende a Democracia, os direitos e a geração de oportunidades para todos.

Edição: Monyse Ravena