Política

CNJ questiona Moro por envolver-se com política sem deixar cargo de juiz

Juiz articulou nomeação ao Ministério da Justiça durante as eleições, sem deixar o exercício do cargo de juiz

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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O juiz de primeira instância Sérgio Moro durante entrevista coletiva à imprensa / Foto: Sergio Lima / AFP

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, decidiu, nesta sexta-feira (9), que o juiz de primeira instância Sérgio Moro, futuro 'superministro' da Justiça do governo Bolsonaro, deverá prestar esclarecimentos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre as possíveis atividades político-partidárias em que o magistrado teria se envolvido ao aceitar compor o novo governo.

Moro foi chamado para negociar o cargo com a campanha de Bolsonaro ainda durante o primeiro turno das eleições, época em que o vazamento à imprensa da delação do ex-ministro Antonio Palocci à Operação Lava Jato entrou nas campanhas eleitorais. Após as eleições e oficializada sua nomeação, Moro pediu férias do cargo para organizar a transição, embora devesse ter se exonerado do cargo de juiz.

Em coletiva à imprensa, Moro negou estar exercendo atividade política.

Edição: Diego Sartorato