Coluna

8 de março: Contra a reforma da previdência e pela vida das mulheres

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"A resistência vem sendo construída no sentido de preservar a previdência social de forma pública e gratuita" / SSEB/CE
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) já enviou à Câmara dos Deputados o Projeto de

O 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, carrega a história de mulheres socialistas que lutaram com o conjunto da classe trabalhadora rumo a construção de uma vida digna para seu povo e nação. Assim, o motivo que as mulheres saem as ruas nesse dia estão carregados dos significados da estratégia mais ampla de libertação da humanidade, os passos dados nas marchas deste dia estão fundados na esperança do fim da exploração e opressão.

Cada contexto histórico, no que se refere ao momento temporal assim como ao lugar geográfico, impelem as mulheres e a militância organizada de setores da classe trabalhadora a identificarem os pontos em que precisamos avançar.

Em nossa atual realidade brasileira, a resistência está sendo construída no sentido de preservação de nossas vidas assim como da tentativa de garantir que a única política pública que considera a diferença entre homens e mulheres, no que se refere a jornada de trabalho, remuneração e direitos trabalhistas, que é a previdência social seja mantida de forma pública e gratuita, enquanto um direito.

O país vem sendo movido por atrocidades tais como o envolvimento do filho do presidente da república no assassinato da vereadora combativa Marielle Franco, a que completará 1 ano de impunidade, assim como a retirada de direitos conquistados pelas lutadoras e lutadores ao longo das últimas décadas. Por esta razão, ondas de milhões de mulheres, ecoarão mais uma vez que “A previdência fica, mas ele não!”, gritos de revolta contra a barbárie a que o nosso povo está jogado e em que as mulheres negras e também rurais são as mais duramente atingidas.

Assim, é momento de preservarmos a nossa existência e seguirmos mão com mão lutando contra as injustiças, nos inspirando nas negras revoltosas que nos antecederam. Ecoando os gritos de “Marias, Mahins, Marielles, Malês”, insistindo na coragem de dizer que a nossa história, a nossa teimosia, a nossa alegria são patrimônios a que os poderosos não podem nos tirar.

É preciso levantar o povo, é preciso levantar. Fazer crescer essa fé histórica na capacidade humana de transformar o mundo. Um dia a gente há de vencer e, enquanto este dia não chegar nossas pernas tropeçarão em frevos, sambas e maracatus com o sentido certeiro de que o nosso sorriso nos lábios despistará aqueles que nos querem aniquilar. Seguimos na batucada do nosso bloco popular enquanto nossos estandartes levantados gritam pela vida das mulheres e pela retomada da democracia no nosso país. Marielle vive! Lula livre!

Edição: Monyse Ravenna