Coluna

Caruaru de sabores

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11 de Abril de 2019 às 09:38
"Tem estabelecimento que o cachorro-quente é self service, monte o seu e ao final pode também maçaricar o queijo, por exemplo" / Rafael Moraes
A cidade é bem mais que festas juninas

Caruaru significa terra da fartura, e disso eu não tenho dúvida. Na feira livre tem de tudo que há no mundo, já diz a música de Onildo Almeida, cantada por Luiz Gonzaga. Tem também o maior Centro de Artes Figurativas das Américas e uma das festas juninas mais  famosas do mundo. É uma cidade com uma abundância de artistas, inclusive com uma cena musical atual maravilhosa. E tem muita comida boa. Minha relação com Caruaru começou há exatamente dez anos por conta do trabalho. Não saberia eu que, anos depois, moraria na cidade e que vivendo pouco mais de um ano lá me apaixonaria por ela.

Caruaru é uma cidade de pessoas acolhedoras, o que fez minha vivência ser só de boas lembranças. Mas também de muitos sabores, afinal comida boa não falta. De tudo a gente encontra, em restaurantes ou na rua mesmo, tem comida de todo sabor, de todo jeito, para todos os públicos. Amante da comida de rua que sou, uma coisa que sempre me impressionou foi a expressiva oferta de cachorro-quente que a cidade tem.

Saindo nas ruas dos bairros mais populares no início da noite é certeiro sentir o cheiro dos molhos, eu ficava em êxtase, era maravilhoso. Quase todo bairro, fora do eixo centro, tem cachorro-quente sendo oferecido na porta de casa, com uma barraquinha com vidro na frente, ou em lugares mais especializados. Tem para todos os bolsos. O meu preferido era o Tubarão, na Avenida Leão Dourado, que nem sei se ainda está em funcionamento.

 Mas também tem os “gourmets”, afinal não iam deixar de também gourmetizar o cachorro-quente, né? Tem estabelecimento que o cachorro-quente é self service, monte o seu e ao final pode também maçaricar o queijo, por exemplo. Eu fiquei muito impressionada com isso. Também tem estabelecimento que diz que é o melhor da cidade, com uma fachada imensa com cachorro-quente gigante. Conversei com amigas para entender esse, que para mim é um fenômeno, e uma delas me disse: “olha, tapioca, cachorro-quente e pastel tem em cada esquina”. E aí lembrei que posso escrever só sobre tapiocas lá, mas isso fica pra outro texto. 

No mais, pra quem quer saber das festas juninas, a cidade já anunciou que no dia 30 de abril sai a programação completa. Dá tempo de se organizar para aproveitar a festa e comer umas coisinhas boas por lá. 

 

Edição: Monyse Ravenna