Moradia

Guarda Municipal de Curitiba tem posição intimidadora com moradores de ocupação

Casas foram demolidas nos dias 10 e 11 de abril e moradores foram remover seus pertences na quinta-feira

Instituto Democracia Popular | Curitiba (PR)

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GM assumiu uma postura intimidadora ao não deixar ninguém entrar e criar obstáculos para que a gente pudesse se reunir com os moradores / Giorgia Prates

Na manhã de quinta-feira, 02 de maio, a Guarda Municipal de Curitiba esteve na área em que casas foram demolidas nos dias 10 e 11 de abril para remover pertences de moradores e detritos de construção.

Membros da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná e do Instituto Democracia Popular (IDP) estiveram no local para verificar a situação dos moradores.

“A Guarda Municipal estava lá apenas para fazer a segurança da retirada de detritos de demolição da reintegração, mas assumiu uma postura intimidadora ao não deixar ninguém entrar e criar obstáculos para que a gente pudesse se reunir com os moradores”, explica a advogada Mariana Auler, do IDP.

De acordo com o IDP, quando a reunião com os moradores foi realizada, a Guarda Municipal começou a gravar e tirar fotos, tentando intimidar.

Sem mandado judicial, eles também tentaram fazer a retirada das famílias desabrigadas que se alocaram no terreno ao lado, que não era objeto da reintegração.

A Comissão de Direitos Humanos da Alep e o Instituto Democracia Popular vão procurar novamente o Ministério Público e a Defensoria Pública para tentar uma agenda com o objetivo de averiguar possíveis abusos durante a reintegração ocorrida nos dias 10 e 11 de abril, e para pensar em soluções habitacionais para os moradores removidos e para as pessoas ameaçadas de remoção.

Edição: Laís Melo