14J

Professores irão parar na greve geral de sexta (14), afirma Bebel da Apeoesp

Deputada e presidenta da Apeoesp defende greve geral para barrar avanço da reforma da Previdência no Congresso

RBA

,

Ouça o áudio:

“É uma reforma que ataca frontalmente a classe trabalhadora. Então, dia 14, os professores vão parar as escolas. É um dia de muita força" / ROBERTO PARIZOTTI / CUT

A deputada estadual Maria Izabel Noronha, a Bebel (PT), não tem dúvida em afirmar que a classe trabalhadora será a mais atingida pela “reforma” da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ela ressalta a importância da greve geral convocada pelas centrais para esta sexta-feira (14). Também presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Bebel diz não ser contra a “reforma” da Previdência apenas por “ser contra”, mas alerta para o impacto altamente negativo.

“Quem vai pagar o preço dessa reforma é a classe trabalhadora”, afirma, em entrevista ao jornalista Rafael Garcia, na Rádio Brasil Atual. lembrando a economia prevista pelo governo, em torno de R$ 1,3 trilhão em 10 anos.

A deputada estadual enfatiza que professores e mulheres serão muito prejudicadas caso a proposta de Bolsonaro seja aprovada no Congresso Nacional. Lembra que as mulheres já não têm igualdade salarial e muitas cumprem jornada dupla quando são mães, envolvidas na rotina do trabalho doméstico. “E isso ninguém nos substitui.”

No caso dos professores, Bebel ainda lembra do hábito de levar trabalho para casa, como a correção de provas, estendendo a jornada que, para muitos, já é cumprida trabalhando em mais de uma escola para complementar a renda.

“Então, no dia 14, os professores vão parar as escolas. É um dia de muita força. Temos de demover os deputados de aprovarem uma lei tão ruim, não só para os professores, mas para toda a classe trabalhadora”, afirma a deputada Bebel.

Edição: Rede Brasil Atual