QUAL É O BAIRRO?

Antigo território indígena, Águas Compridas agora enfrenta o descaso do poder público

Área do bairro fazia parte da Mata Atlântica e era parte do territórios do indígenas da etnia Tabajara

Brasil de Fato | Recife (PE)

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O nome Águas Compridas surgiu por causa do Riacho Lava-Tripas, que parecia infinito, a perder de vista / Reprodução

Antes do surgimento do bairro de Águas Compridas, esta região ao noroeste de Olinda fazia parte da Mata Atlântica e era parte do territórios do indígenas da etnia Tabajara. Com a chegada de Duarte Coelho Pereira para governar a Capitânia de Pernambuco em 1535, uma das primeiras providências foi expulsar os índios para doar terras aos portugueses que o acompanharam na viagem. Muitas décadas depois, com o desmatamento da Mata Atlântica por comerciantes de madeira e produtores de carvão, a região tornou-se parte de uma reserva verde denominada de Mata da Mirueira, maio de 1840.

O local só começou a ser povoado a partir de 1930 com o início da construção do Hospital Colônia da Mirueira, o conhecido “hospital dos leprosos”, e a abertura da Estrada da Mirueira. O nome Águas Compridas surgiu por causa do Riacho Lava-Tripas, ainda na época em que região era desabitada, o riacho visto dos morros parecia infinito, a perder de vista. Daí veio o nome Águas Compridas. O bairro também foi um dos distrito de Beberibe até 1938. Atualmente, Águas Compridas é composto de operários, com cerca de 20 mil habitantes e rendimento médio mensal das pessoas responsáveis pelos domicílios no bairro é de dois a três salários mínimos.  

Edição: Monyse Ravenna