PAPO ESPORTIVO | Tempo de descansar, trabalhar e chorar as pitangas

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Botafogo, Fluminense e Vasco até que foram bem. Já o Flamengo... / Alexandre Vidal / Flamengo
Nossos clubes terão tempo para treinar, descansar e recolher os caquinhos

A décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro se encerrou na última segunda-feira (5). Bom, como é coisa rara nesse nosso calendário do futebol brasileiro, é preciso registrar que nossos clubes terão uma semana inteira para treinar, descansar e recolher os caquinhos. Assim sendo, seguem aqui alguns pitacos sobre a preparação dos quatro grandes do Rio de Janeiro para a rodada deste próximo final de semana.

A SORTE SORRIU PARA O BOTAFOGO

Já fazia algum tempo que eu não via o Botafogo jogar com segurança e autoridade. E vencer uma partida. O triunfo sobre o Avaí no último domingo (4) acabou com um jejum de seis jogos sem vitórias. Excelente notícia para Eduardo Barroca e seus comandados. Dentro de campo, o treinador do Glorioso parece ter entendido que fechar a casinha é tão importante quanto marcar gols.

O time chegou aos 19 pontos na tabela do Brasileirão e dá mostras de que pode terminar 2019 bem longe da zona do rebaixamento. O jogo contra o Athletico-PR marcado para o próximo domingo (11), no entanto, é fundamental. Primeiro por jogar em casa. E depois pela grande possibilidade do Furacão entrar em campo com uma equipe alternativa, já que o time tem o jogo contra o Grêmio pelas semifinais da Copa do Brasil.

FLUMINENSE PRECISA DE REGULARIDADE

É bem verdade que o Fluminense voltou a jogar bem e venceu o Internacional neste último sábado (3) e saiu da zona do rebaixamento. Mas a grande verdade é que o time de Fernando Diniz precisa de uma coisinha fundamental para se dar bem no Brasileirão chamada regularidade. Não adianta nada ir bem na Copa Sul-Americana (onde chegou às quartas de final) e vacilar nos pontos corridos.

A formação com Yony González, Pedro e Marcos Paulo vem dando certo. No entanto, além da tal regularidade, o Fluminense precisa resolver seus problemas defensivos. Digão, Nino e companhia não conseguem dar a segurança necessária e o clube não consegue um goleiro de respeito desde a saída de Diego Cavalieri. Assim complica.

PROBLEMA DO VASCO ESTÁ NA CRIAÇÃO

O grande calcanhar de Aquiles do Vasco nem está na sua defesa. Leandro Castán e Osvaldo Henríquez até que estão dando conta do recado. O problema está no setor de criação do seu meio-campo. Essa situação foi escancarada no empate sem gols contra o CSA neste último domingo (4), em Cariacica. Bastou a equipe alagoana fechar a saída de bola do Trem Bala da Colina para que as coisas se complicassem.

Vanderlei Luxemburgo também não tem lá tantas opções no banco de reservas. O “cara” da criação, a cabela pensante do time do Vasco deveria ser Bruno César, mas o jogador não consegue ter uma sequência. Ao mesmo tempo, o time sente muita falta da velocidade de Rossi junto de um camisa 9 eficiente que pode vir a ser o garoto Tiago Reis.

FLAMENGO PRECISA RECOLHER OS CAQUINHOS

Tá certo que a classificação para as quartas de final da Libertadores foi emocionante e que o time conseguiu superar as dificuldades diante do Emelec e com o apoio da sua imensa torcida. Mas esse Flamengo pode muito mais. Mesmo com um Jorge Jesus ainda em adaptação e procurando conhecer mais o futebol brasileiro.

O português pode até ser culpado por determinadas mexidas e escalações. Mas a culpa por uma possível eliminação na Libertadores ou um insucesso no Brasileirão deve cair sobre os ombros da diretoria. Trazer um treinador estrangeiro no meio da temporada e com jogos decisivos pela frente é sim uma senhora demonstração de como não se fazer um planejamento. Né?

Edição: Brasil de Fato (RJ)