Greve Geral

PARANÁ: Estudantes e professores estão mobilizados em mais de 10 cidades para dia 13

A luta contra um projeto de mercantilização do ensino público está como uma das pautas principais

Paraná

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Mobilização nacional já aconteceu dia 14 de junho, quando em todo o país milhares de pessoas saíram as ruas / Gibran Mendes

Além da capital do estado, Curitiba, mais dez cidades já têm atos marcados e todo o Paraná para o próximo dia 13 de agosto. A data marcará a Greve Geral da Educação e o Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência e em Defesa da Educação Pública, e de Emprego, com mobilizações em todo o país.

No Paraná, estudantes e professores da rede estadual de ensino estão convocando toda a categoria para que no dia 13 paralisem suas atividades e estejam nas ruas. Citam como pautas principais a luta contra os cortes orçamentários, em defesa da autonomia universitária e contra o projeto Future-se, do Ministério da Educação e contra a Reforma da Previdência

Ao longo de todo o dia centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais realizarão atividades para dialogar com a população. Já está marcada uma caminhada, com concentração às 18 horas, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. E atos conformados nas cidades de Campo Largo, Paranaguá, Foz de Iguaçu, Francisco Beltrão, Cascavel, União da Vitória, Cornélio Procópio, Maringá, Londrina e Guarapuava.

O diretor de comunicação da APP-Sindicato, que representa os professores da rede estadual de ensino do Paraná, Luiz Fernando Rodrigues, informa que a categoria realizará uma assembleia no sábado, 10, para definir estratégias de adesão ao movimento. Rodrigues lembra os professores e funcionários da educação acabaram de encerrar uma greve realizada por motivos que os mobilizam também para o dia 13.

“Nossa greve foi para lutar justamente contra um projeto do governador Ratinho Jr que se alinha ao Governo Bolsonaro, que é o de mercantilização da educação,” diz. Além da assembleia, o sindicato vem dialogando com os professores por meio dos núcleos estaduais para que estejam nas ruas no próximo dia 13. “Além de todas as pautas que nos unificam, também estamos lutando contra a Reforma da Previdência, uma reforma que acaba com a aposentadoria e leva trabalhadores trabalharem mais e ganharem menos.”

Estudantes mobilizados

Os estudantes também já vêm se organizando desde maio, segundo o presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), Wellington Tiago. “Estamos reunidos em uma Comitê Estudantil que integra DCEs, grêmios e centros acadêmicos e lá deliberamos. O Ato do dia 13 promete muita mobilização dos estudantes porque, especialmente, repudiamos as ameaças que vêm sendo feitas pelo atual Ministro da Educação.”

Tiago também cita a luta contra o projeto de mercantilização da educação com um dos pontos principais de mobilização e debate. “O governo federal, representado na figura do Ministro da Educação, está interessado no mercado e não na educação pública. Não há sequer um projeto para garantir o ensino público que é o que mais a população anseia,” explica. “Os motivos para estarmos nas ruas são vários. Contra os cortes orçamentários que atingiram as Universidades, mas também a rede básica de ensino, contra o Future-se, um projeto que não foi dialogado com os que vivem a educação e por mais investimentos.”

 

Edição: Redação