Fernando Diniz e o “jogo bonito” sem resultados no Fluminense

Imagem de perfil do Podcast
Papo Esportivo

Ouça o áudio:

O treinador tricolor busca fazer com que suas equipes joguem sem chutões, com bola no chão / Lucas Merçon / Fluminense FC
O grande problema é que os resultados (eles de novo!) não estão aparecendo

Não adianta, meu caro amigo. O futebol é um esporte feito basicamente por resultados. Se você ganha, você é o maior. Se você perde, você é o pior do mundo. Simples. E no velho e rude esporte bretão não é diferente. Por mais que uma equipe apresente um futebol bonito, de toques inteligentes, lances de efeito e outras coisas mais, o que conta no apito final é se o time venceu ou não. É duro, é chato, mas é assim que funciona.

A situação de Fernando Diniz no Fluminense se encaixa nesse cenário. O treinador tricolor busca fazer com que suas equipes joguem sem chutões, com bola no chão desde o goleiro. No papel é tudo muito bonito. O grande problema é que os resultados (eles de novo!) não estão aparecendo. O Fluzão é o 16º colocado na tabela do Brasileirão com apenas 12 pontos em 14 rodadas. É muito pouco para quem prometeu tanto antes de chegar ao clube das Laranjeiras. O próprio Fernando Diniz já ouviu uma espécie de ultimato do vice-presidente do Fluminense, Celso Barros, nessa semana sobre a velha questão dos resultados.

“Ninguém vai dizer aqui que Diniz está prestigiado. Isso é um termo antigo. Se dizia que estava prestigiado e o técnico caia no dia seguinte. Diniz é o técnico do Fluminense e está sendo cobrado como ele cobra os jogadores e nós dirigentes somos cobrados pela torcida. Infelizmente, queiram ou não, os resultados são importantes. Não tem jeito. É assim. Se pode jogar lindamente, mas fica difícil sem resultado” - explicou Celso Barros.

Pois é, meu amigo. Para bom entendedor, um pingo é letra. Este colunista já manifestou algumas vezes a admiração pelo estilo de jogo adotado por Fernando Diniz aqui mesmo neste espaço. Por outro lado, vale lembrar que os grandes técnicos da história do futebol procuravam adaptar seu estilo de jogo preferido ao elenco que tinham e/ou têm em mãos. Colocar combustível de Fórmula 1 num Fusquinha não vai fazer você quebrar a barreira do som. É simples.

Talvez esse seja o grande erro de Fernando Diniz no Fluminense. Há os que defendem o jogo bonito, de toque de bola. Mas o que vai contar no final são os resultados. Não adianta. Ou Diniz abre mão de seus conceitos e tenta se adaptar ao elenco que tem à disposição, ou as coisas podem ficar realmente complicadas para ele. Celso Barros já deu o recado.

O Botafogo não pode depender de mecenas

Independente de um acerto com os Irmãos Moreira Salles ou não, a grande verdade é que o Botafogo não pode depender de um “mecenas”, de alguém ou alguma empresa que injete dinheiro no clube sem compromisso com ele. É preciso lembrar que o Glorioso está na situação em que está por conta da incompetência de seus dirigentes. Não adianta tapar o sol com a peneira. É preciso trabalhar.

Clássico dos Milhões e Libertadores no caminho do Flamengo

O Flamengo encara o Vasco neste sábado (17), em Brasília, e enfrenta o Internacional pelas quartas de final da Libertadores na quarta-feira (21), no Rio de Janeiro. Francamente, só São Judas Tadeu sabe o que pode surgir desses dois jogos. O time vem se adaptando aos conceitos de Jorge Jesus e parece sofrer menos dentro de campo. Mesmo assim, é bom entrar ligado e diminuir os erros cometidos nas últimas partidas.

Luxemburgo e os desfalques no Vasco

A grande missão de Vanderlei Luxemburgo no Vasco tem sido montar o time com tantos desfalques. Para o jogo de sábado (17), contra o Flamengo, Marrony e Marcos Júnior não jogam. E ainda existe a polêmica envolvendo Talles Magno e a convocação para a Seleção Sub-17. Fica difícil recolocar o time nos trilhos assim.

Edição: Mariana Pitasse