Flamengo vence o Botafogo e fica ainda mais perto do título

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Papo Esportivo

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O Flamengo foi se encontrando no jogo conforme o ritmo do Botafogo foi caindo / Alexandre Vidal / Flamengo
Gol do garoto Lincoln nos minutos finais deixou o Flamengo com 74 pontos

Poucas expressões resumem tão bem a vitória magra e suada do Flamengo sobre o Botafogo como “sorte de campeão”. Não que este colunista já esteja dando a taça para os comandados de Jorge Jesus. Mas é impressionante como tudo tem dado certo para eles. Mesmo sem jogar tão bem como eu e você estamos acostumados. Isso porque o Flamengo que manteve os oito pontos de vantagem para o Palmeiras na liderança do Brasileirão mostrou dois pontos fundamentais para quem quer ser campeão: maturidade e persistência.

Maturidade para suportar o jogo mais físico do Botafogo. Não é exagero dizer que o time de Alberto Valentim fazia uma das suas melhores partidas do ano até a expulsão (justa) de Luiz Fernando no começo do segundo tempo. O Glorioso marcava forte (até demais em determinados momentos) e criou boas chances de gol. O Flamengo foi se encontrando no jogo conforme o ritmo do seu adversário foi caindo. Manteve a cabeça no lugar mesmo com as provocações descabidas de Joel Carli (um dos piores em campo) e as entradas mais duras nos seus jogadores. E fez o principal: procurou jogar bola sem cair na pilha.

E persistência para martelar a defesa do Botafogo até chegar ao gol da vitória e do alívio. E ele veio justo com Lincoln, garoto criado e revelado no Ninho do Urubu e que vinha sendo criticado pela torcida até se lesionar. O atacante se recuperou, entrou no lugar de Vitinho e fez exatamente o que Jorge Jesus queria. Ele observou Éverton Ribeiro lançar Bruno Henrique pela esquerda e este cruzar para o meio da área. Bastou escorar a bola para vencer Gatito Fernández e comemorar mais três pontos preciosos.

Ao mesmo tempo em que elogiamos o Botafogo pela entrega e pela dedicação, é preciso dizer que o time de Alberto Valentim confundiu marcação forte com marcação desleal durante quase toda a partida. Gabigol, Gerson e Bruno Henrique apanharam demais durante o jogo sem que o árbitro Leandro Vuaden fizesse qualquer coisa para inibir essa violência. E ela esteve presente dentro e fora de campo com torcedores perdendo a mão na provocação e procurando briga nos arredores e nas cadeiras do Estádio Nilton Santos. Até mesmo Alberto Valentim perdeu a razão ao criticar Jorge Jesus e se esquecer de que ele mesmo ajudou na cera e no antijogo ao esconder a bola de Pablo Marí no segundo tempo.

O Flamengo venceu o Botafogo porque teve maturidade para não cair na pilha do rival e persistência para não se abater com as chances perdidas. Não tem nada de “pacto com o tinhoso”.  E a tal “sorte de campeão” vem fazendo a diferença nessas últimas semanas. Mas ainda ha muito em jogo.

BOTAFOGO ENTROU NA ZONA DO REBAIXAMENTO

Com a derrota para o Flamengo e os demais resultados da rodada, o Botafogo entrou na zona do rebaixamento. É bem verdade que o time vendeu caro a derrota, mas a campanha terrível no returno está cobrando seu preço. Assim como as escolhas ruins da diretoria. Tudo o que estamos vendo é resultado da péssima gestão do clube.

FLUMINENSE VENCEU O SÃO PAULO FORA DE CASA

Marcão está certo: pouquíssimos acreditavam na vitória do Fluminense contra o São Paulo. Ainda mais jogando fora de casa. E em mais um capítulo da série “que saudades do meu ex”, Marcão venceu o confronto tático com Fernando Diniz. Vitória importantíssima do Tricolor das Laranjeiras na briga contra a degola.

VASCO SEGUE NA BRONCA COM A ARBITRAGEM

O Vasco saiu de campo totalmente P da vida com o árbitro Rafael Traci na derrota para o Palmeiras. Aliás, a ruindade dos nossos árbitros é gritante. Mas Luxemburgo também errou ao manter Guarín durante os 90 minutos. Agora é vencer o CSA fora de casa para finalmente respirar aliviado.

Edição: Brasil de Fato (RJ)